Efeito anticarcinogênico dos flavonoides do tipo antocianina presentes em amora-preta (Rubus spp.), identificado por meio do teste para detecção de clones de tumores epiteliais (wts) em Drosophila melanogaster

Autores

  • Monique Danielle Magalhães Centro Universitário de Patos de Minas
  • Álisson Duarte Maciel Centro Universitário de Patos de Minas
  • Priscila Capelari Orsolin Centro Universitário de Patos de Minas

Resumo

Introdução: A amora-preta (Rubus spp.), fruto pertencente à família Rosacea, gênero Rubus, forma um grupo diverso e bastante difundido, para o qual se estima existir entre 400 e 500 espécies. Entre os compostos abundantes na amora-preta encontram-se os flavonoides, especificamente da classe das antocianinas, pigmentos vegetais responsáveis pela coloração escura da fruta. Nos últimos anos o interesse por esses pigmentos se intensificou, uma vez que pesquisas têm demonstrado que as antocianinas são compostos bioativos e que possuem capacidade antioxidante, entre vários outros efeitos farmacológicos. Objetivo: Avaliar o potencial anticarcinogênico da amora-preta, através do teste para detecção de clones de tumores epiteliais (wts) em Drosophila melanogaster. Método: Foram preparadas três soluções aquosas de amora-preta, nas proporções de 25%, 50% e 100%. Nessas soluções foram cultivadas Drosophilas expostas anteriormente à doxorrubicina na concentração de 0,4 mM, agente conhecidamente cancerígeno, também utilizado como controle positivo na presente pesquisa. Para controle negativo foi utilizada água de osmose reversa. O tratamento foi realizado com todas as larvas descendentes do cruzamento de fêmeas wts/TM3 com machos mwh/mwh. Resultados: Os resultados mostraram que a amora-preta apresenta potencial anticarcinogênico nas proporções de 25%, 50% e 100%, visto a diminuição da frequência de tumores nessas proporções em relação à frequência registrada no controle positivo. Conclusões: Concluímos, portanto, que nestas condições experimentais, a solução aquosa de amora-preta apresenta efeito protetor em relação à ação carcinogênica da doxorrubicina em Drosophila melanogaster. Ressaltamos, entretanto, a necessidade de novos estudos com maiores amostras e outros modelos experimentais para se chegar a resultados mais conclusivos.

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Biografia do Autor

Monique Danielle Magalhães, Centro Universitário de Patos de Minas

Acadêmica de Medicina do Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM)

Álisson Duarte Maciel, Centro Universitário de Patos de Minas

Acadêmico de Medicina do Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM)

Priscila Capelari Orsolin, Centro Universitário de Patos de Minas

Graduada em Ciências Biológicas pelo Centro Universitário de Patos de Minas (UNIPAM), mestre e doutora em Genética e Bioquímica pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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Publicado

2017-06-17