O Uso do Canabidiol no Tratamento da Ansiedade

Autores

  • Daniele Oliveira Ferreira da Silva Universidade Católica de Brasília
  • Mauri Caldeira Reis Universidade Católica de Brasília
  • Bruno Eduardo de Morais Santos Universidade Católica de Brasília
  • Caio Freire de Abreu Universidade Católica de Brasília
  • Luana Verena Capinam Santos Universidade Católica de Brasília
  • Matheus Silveira Carneiro Ildefonso Dourado Universidade Católica de Brasília
  • Vitoria Vasconcelos de Lara Resende Universidade Católica de Brasília

Resumo

A Cannabis sativa vem sendo utilizada há séculos na medicina por seus efeitos depressores do SNC. Recentemente o uso de um dos seus princípios ativos, o Canabidiol (CBD), foi autorizado para uso terapêutico pela ANVISA e pelo CFM, para casos de epilepsia refratária ao tratamento conservador. A definição de ansiedade para Castilho, é um sentimento vago e desagradável de medo, apreensão, caracterizado por tensão ou desconforto derivado de antecipação de perigo de algo desconhecido ou estranho, passando a ser patológico quando são exagerados, em relação ao estímulo, prejudicando o controle emocional, bem como o desempenho diário do indivíduo. Em relação aos efeitos ansiolíticos do CBD, foram feitos estudos em animais e humanos para avaliação do efeito terapêutico da droga. Os pacientes com TAS que receberam o CBD não apresentaram diferenças significativas dos pacientes saudáveis (grupo controle), porém quando comparados aos pacientes com TAS que receberam o placebo, esses pacientes apresentaram “menores níveis de ansiedade nas fases antecipatória e de performance do teste, além de menos sintomas somáticos e menos auto avaliação negativa. Apesar de haver evidências do efeito ansiolítico do canabidiol, os estudos clínicos, até o momento, foram feitos com indivíduos saudáveis que se submeteram a uma situação que provocava estresse e ansiedade. A substituição do tratamento clássico dos transtornos de ansiedade pelo uso dos derivados da Cannabis sativa, expõe os pacientes a riscos não conhecidos, além de não garantir uma terapêutica eficaz.

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Publicado

2017-10-24