Análise comparativa entre stents coronarianos de segunda e terceira geração a partir dos estudos: EVOLVE, EVOLVE FHU, EVOLVE II e DESSOLVE II

Camila de Oliveira Parreira, Gabriel Veloso Cunha, Christine Brasil Guerra, Arthur Ney Alves Donato, Roberto José Bittencourt

Resumo


O presente artigo tem como objetivo avaliar as evidências mais recentes a fim de estabelecer o valor prognóstico do uso de polímeros bioabsorvíveis – terceira geração - quando comparados aos stents tradicionais – segunda geração. A pesquisa inicial nas bases de dados PubMed, SciELO e LILACS retornou 374 artigos, dos quais foram selecionados ensaios clínicos randomizados publicados nos últimos 5 anos que atendessem ao objetivo desta revisão. Os estudos avaliados randomizaram um total de 2159 pacientes em mais de 10 países, com angina estável, instável ou comprovada isquemia silenciosa, com oclusão >50% e <100% do diâmetro do vaso, advinda de lesões menores que 28 a 34mm. A angioplastia foi realizada com técnica padrão, variando somente o material do stent farmacológico utilizado, sendo que os estudos EVOLVE e EVOLVE II avaliaram duas diferentes concentrações de Everolimus. Os dois estudos relataram menores índices de trombose in situ no grupo testado quando comparado ao grupo controle. O estudo EVOLVE relatou índices de 0%, 1,1% e 3,1% de infarto 30 dias após o procedimento, no grupo controle, dose total e ½ dose de Everolimus, respectivamente. Os índices de perda tardia de lúmen, reestenose no sítio do stent e morte cardíaca foram menores no grupo que recebeu o stent bioabsorvível em todos os estudos que analisaram essas variáveis. Quando avaliados de forma conjunta, os resultados dos ensaios clínicos demonstram que embora os índices de recanalização sejam semelhantes nos stents com polímeros bioabsorvíveis quando comparado aos stents convencionais, a ocorrência de trombose local, perda tardia do lúmen/reestenose e morte de etiologia cardiovascular são significativamente menores. 


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