Avaliação antropométrica e consumo alimentar de Zinco em indivíduos com Transtornos Depressivos

Caroline Machado, Janaíne Perin, Dalila Moter Benvegnú

Resumo


Objetivo: Avaliar a relação entre o consumo alimentar de zinco e a gravidade de sintomas da depressão, bem como realizar uma avaliação antropométrica e do estilo de vida de pacientes acometidos com a doença. Métodos: Indivíduos adultos com depressão, pertencentes à região sudoeste do Paraná, Brasil, responderam a um questionário de saúde e estilo de vida, a um inventário validado sobre depressão e a um questionário de frequência alimentar. Além disso, foi realizada análise antropométrica através da coleta de peso e estatura para cálculo do Índice de Massa Corporal. Resultados: O estudo contou com uma amostra de 70 indivíduos, sendo a maioria do sexo feminino (81,41%). Prevaleceu o excesso de peso e obesidade (55,71%) como perfil antropométrico entre os participantes, sendo esse relacionado significativamente a uma maior quantidade de sintomas da depressão. Além disso, foi observado maior número de indivíduos com depressão moderada a severa, bem como um consumo abaixo do recomendado de zinco, porém não foi encontrada uma correlação significativa entre ambos. Conclusão: Não foram encontrados resultados significativos entre o consumo de zinco e os sintomas da depressão, porém foi verificado que para a maioria dos entrevistados a doença encontrava-se em um estágio mais severo e concomitantemente, houve um baixo consumo do micronutriente. Portanto, sugere-se a realização de outros estudos envolvendo exames de zinco sérico e/ou a suplementação com esse mineral.

 


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