Prevalência de Doenças Crônicas Não Transmissíveis em população no assentamento da reforma agrária no Pontal do Triângulo Mineiro.

Nathalia Sousa Lima, Luciana Karen Calábria, Janyne Vilarinho Melo, Nathalia Barbar Cury Rodrigues, Patricia das Dôres Lopes, Ana Claúdia Borges, Isadora Paula Franco, César Gómez Hernández, Thiago Augusto Rosa, Eduarda Luiza Silva, Karine Rezende Oliveira

Resumo


Objetivo: Foi realizado estudo com moradores de um assentamento no município de Ituiutaba, Minas Gerais para avaliar fatores de risco para o desenvolvimento de Doenças Crônicas não transmissíveis. Métodos: Participaram do estudo indivíduos, com idade entre 17 e 78 anos de ambos os sexos e moradores do assentamento. Foram colhidas amostras de sangue de 15 indivíduos para avaliar colesterol total, triglicerídeos, colesterol HDL, colesterol LDL, tabagismo e etilismo. Foi aplicado um questionário para 50 indivíduos para avaliar questões sócio econômicas e hábitos alimentares e comportamentais. Resultados: Responderam ao questionário 31 (62%) indivíduos do gênero masculino e 19 (37%) mulheres. Do total, 18% relataram ser fumantes e 28% declararam etilismo. Quanto a prática de exercícios físicos 30% afirmaram realizar alguma atividade física. Considerando os resultados obtidos, os níveis totais mantiveram-se dentro da faixa desejável para a maioria dos parâmetros avaliados, sendo 93,3% para glicemia (< 100 mg/dL) 66,6% para colesterol total (< 200 mg/dL) e triglicerídeos (<150 mg/dL); e 40% para LDLc (<100 mg/dL). Entretanto, ressaltamos a prevalência significante para os valores não recomendados, sendo 33,4% para colesterol total (200-239 mg/dL); 33,3% para LDLc (> 130 mg/dL); 33,3% para triglicerídeos (150-200mg/dL); e 71,4% para HDLc (<40mg/dL).Conclusão: Observamos uma alta prevalência de fatores de risco cardiovasculares na população do assentamento na área rural, sugerindo que os mesmos devem ser monitorados. As observações são importantes para justificar a necessidade de ações de políticas públicas efetivas de prevenção de doenças cardíacas, na população de assentados, muitas vezes marginalizados e sem orientação específica.


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