Cardiomiopatia hipertrófica: um desafio diagnóstico?

Vitorino Modesto Santos, José Antonio Barbosa Filho, Juçara Motta Serafim Eliam, Layssa Melo Feitosa

Resumo


A cardiomiopatia hipertrófica se caracteriza por aumento na espessura do ventrículo esquerdo, maior que 15 mm ao ecocardiograma e não explicada por sobrecargas. Com prevalência de aproximadamente 0,02% a 0,23% e é a doença genética cardíaca mais frequente. Sua incidência é um pouco maior em homens, sem distinção de etnia. Descreve-se mulher de 73 anos etários, hipertensa em uso irregular de captopril e diltiazem, que foi admitida no Pronto Socorro com queixa de dor anginosa intensa. No ecocardiograma, após coronariografia, foi observada fração de ejeção reduzida a 45% (pelo método de Simpson) e cardiomiopatia hipertrófica septal assimétrica (medindo 21 mm). Apresentava movimento septal assincrônico e gradiente sistólico significativo na via de saída do ventrículo esquerdo com a manobra de Valsalva (de 68 mmHg em repouso, aumentou para 130 mmHg em resposta à manobra). Melhorada, a paciente recebeu alta com orientação de seguimento cirúrgico ambulatorial para colocação de cárdio-desfibrilador implantável e programação terapêutica para alcoolização septal (idosa e emagrecida, com médio a alto risco cirúrgico). Usou metoprolol (25 mg 2 vezes ao dia), e foi orientada sobre investigação de cardiomiopatia hipertrófica em familiares

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