Aspectos etiológicos e clínicos das fissuras labiopalatinas

Autores

  • Verônica Cristine Rodrigues Costa Universidade Católica de Brasília (UCB)
  • Rayanne Costa da Silva Universidade Católica de Brasília (UCB)
  • Isabella Frota de Oliveira Universidade Católica de Brasília (UCB)
  • Lucas Benfica Paz Universidade Católica de Brasília (UCB)
  • Robert Pogue Universidade Católica de Brasília (UCB)
  • Luciano Gazzoni Hospital Regional da Asa Norte (HRAN)

Resumo

A fissura labiopalatina é a anomalia congênita craniofacial que mais acomete os seres humanos e tem como consequências algumas perturbações à qualidade de vida. O objetivo deste estudo é demonstrar os principais genes, mecanismos, síndromes e a clínica que podem estar relacionados. Sua etiopatogenia envolve diversos mecanismos moleculares e genéticos, assim como fatores externos como tabagismo, alcoolismo e outros. Essa é uma condição recorrente e ocorre principalmente em crianças do sexo masculino com início da patogênese, em geral, na sexta semana do desenvolvimento embrionário e seu período crítico se estende até a nona semana. A partir das estruturas alteradas, a classificação de Spina permite separá-las, clinicamente, em quatro categorias, fissuras: pré-forame incisivo, pós-forame incisivo, transforame incisivo e raras de face. Quanto às consequências da patologia, podem ser destacadas alterações significativas de fala, comprometimento de estruturas orofaciais e funções da mastigação, sucção e deglutição, além do prejuízo estético; sendo assim, necessário, uma equipe multiprofissional para tratamento e reabilitação do indivíduo. Por meio de busca em artigos sem limites temporais nas bases de dados virtuais PubMed, Scielo e Portal Capes, conclui-se que é imprescindível que os estudos sobre as fissuras labiopalatinas continuem evoluindo, reafirmando a necessidade de um olhar mais cuidadoso sob os portadores em relação ao seu bem-estar.

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Publicado

2019-01-05