Atitudes de estudantes de medicina frente às terapias alternativas e complementares

Julia Coimbra Silveira, Sebastião Vieira Dias Júnior, Thaís Cezar Siqueira, Lorena Souza Silva

Resumo


Objetivo: Investigar a atitude dos estudantes do curso de medicina da Faculdade Dinâmica do Vale do Piranga em Ponte Nova/MG, frente às Terapias Alternativas e Complementares (TAC). Método: Estudo descritivo transversal realizado com discentes regularmente matriculados no ciclo básico do curso de medicina durante o segundo semestre de 2017 na referida instituição. Para a coleta de dados foram aplicados dois questionários auto analisáveis e anônimos: o Complementary and Alternative Medicine Health Belief Questionnaire (CHBQ), para rastreamento das atitudes dos alunos frente às TAC, e um questionário para investigação do conhecimento a respeito das TAC, da abordagem em sala de aula, interesse em aprender e disposição em recomendar as terapias a familiares e pacientes. Resultados: Foi observada uma atitude positiva dos discentes frente às TAC. A maioria das TAC apresentadas eram conhecidas, destacando-se a fitoterapia, orações, chás caseiros, benzedeiras, acupuntura, ioga e os tratamentos espirituais. Sete das treze terapias relacionadas tiveram porcentagem de abordagem em aula entre 20% a 30% e mesmo a abordagem sendo baixa, mais de 50% dos discentes afirmaram ter interesse em aprender sobre onze das treze terapias apresentadas, sendo maior o interesse por acupuntura, ioga e fitoterapia. Mais de 50% dos discentes recomendam o uso de acupuntura, homeopatia, fitoterapia, ioga, chás caseiros, orações e tratamento espirituais por pacientes e familiares. Conclusão: Os resultados demonstraram que apesar da abordagem das TAC não constituírem matérias obrigatórias nos currículos de graduação, há uma atitude fa­vorável dos discentes com relação à elas, interesse em aprender e recomendação de uso, tornando-se relevante discussões sobre a temática no âmbito acadêmico.


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