Distúrbios do sono em docentes do curso de medicina

Renata Maria de Camargo Eugênio, Ana Maria Guirro, Gabriela Achete, Lilian Puccini, Adriano Nakamura

Resumo


Para se alcançar o bem-estar, é essencial que os indivíduos tenham uma boa qualidade no sono, principalmente os trabalhadores, destacando os docentes da área da saúde. É notório que hábitos saudáveis, como atividades físicas regulares, alimentações balanceadas e tempo de lazer são fatores que culminam numa boa qualidade de vida, e consequentemente, de sono. A pesquisa teve como objetivo geral investigar a ocorrência de distúrbios do sono entre professores do curso de medicina da Universidade de Marília (UNIMAR), bem como correlacionar essa variável com outras relacionadas ao trabalho exercido. Trata-se de um estudo primário, analítico, longitudinal, retrospectivo, aberto, centro único. A investigação da ocorrência de distúrbios do sono foi feita por meio da escala de sonolência de Epworth (ESE), a qual foi idealizada com base em observações relacionadas à natureza e à ocorrência da sonolência diurna. O número de entrevistados foi de 38, sendo 50% do sexo feminino, 71% tinham entre 41 e 56 anos e 76,3% eram casados. Dados como sexo, idade, local de trabalho, jornada de trabalho semanal, lazer e hábitos de vida foram levantados. Mediante as informações obtidas foi constatado que 18,4% dos professores apresentaram sonolência diurna excessiva. Através dos resultados, pode-se observar relação estatisticamente significativa apenas entre o uso contínuo de medicamentos e distúrbios no sono. Comprovou-se que o efeito da idade parece ser bem maior nas mulheres que nos homens, que 85,7% dos docentes entrevistados estão acima do peso e a quantidade de aulas ministradas tiveram influência na presença de distúrbio do sono. Porém, nota-se que essas e as demais variáveis não obtiveram diferença estatística devido ao baixo número de dados amostrais.

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