Síndrome do Roubo da Subclávia: Um relato de Caso

Autores

  • Marcus Vinícius Silva Ferreira Universidade Católica de Brasília image/svg+xml
  • Antônio Carlos Souza Universidade Católica de Brasília image/svg+xml

Palavras-chave:

Cibercultura, Blogs, Moda, Comunicação.

Resumo

Objetivo: Relatar o caso de um paciente com sintomas neurológicos vertebrobasilares decorrentes de estenose na origem da artéria subclávia, enfatizando a importância da anamnese e do exame físico para o diagnóstico da Síndrome do Roubo da Subclávia.

Descrição do Caso: Homem de 79 anos começou a apresentar perda do equilíbrio há 6 meses, associada a tonturas e ataxia, desencadeadas por esforços no braço esquerdo, que determinou sua queda sem perda de consciência, em duas ocasiões. Possuía antecedente de hipertensão arterial leve e dislipidemia. Ao exame físico, encontrava-se em bom estado geral, corado, hidratado e com marcha atáxica. Pressão arterial aferida no braço direito 140x85 mmHg e no braço esquerdo 80x50 mmHg. O ritmo cardíaco era irregular, com extrassístoles. Foi solicitada angiorressonância de vasos extra e intracranianos que demonstrou estenose de mais de 80% na origem da artéria subclávia esquerda.

Discussão: A Síndrome do Roubo da Subclávia consiste na presença de um fluxo retrógrado através da artéria vertebral, resultante de uma estenose proximal na artéria subclávia ipsilateral, sendo sua causa mais comum a aterosclerose. A maioria dos pacientes é assintomática, porém alguns podem manifestar sintomas na vigência de esforços em membros superiores. O ecodoppler, a angioressonância ou a angiotomografia são exames úteis à confirmação de Síndrome do Roubo da Subclávia. Todos os pacientes devem ser submetidos à terapia medicamentosa profilática cardiovascular, sendo a terapia de reperfusão restrita para pacientes com sintomas graves.

Conclusão: Na presença de sintomas vertebrobasilares em pacientes idosos, deve-se levantar a suspeita de estenose da artéria subclávia e Síndrome do Roubo da Subclávia como diagnóstico diferencial. A realização de um bom exame físico neurológico e a aferição da pressão arterial em ambos os braços são avaliações de baixo custo que conseguem reforçar a hipótese clínica.

Biografia do Autor

  • Marcus Vinícius Silva Ferreira, Universidade Católica de Brasília
    Acadêmico da Universidade Católica de Brasília
  • Antônio Carlos Souza, Universidade Católica de Brasília
    Professor Doutor da Universidade Católica de Brasília e Médico assitente na Clínica ANGIOMEDI

Downloads

Publicado

2017-10-24

Como Citar

Síndrome do Roubo da Subclávia: Um relato de Caso. (2017). Revista De Medicina E Saúde De Brasília, 6(2). https://portalrevistas.ucb.br/index.php/rmsbr/article/view/8247