“Só tem mulher, viu?”: a linha de frente do SUS no combate à pandemia

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DOI:

https://doi.org/10.31501/trabencena.v11i1.17085

Abstract

O presente artigo objetiva analisar a relação entre trabalho e saúde para 39 mulheres que atuaram na linha de frente da covid-19 no Nordeste, através de entrevistas realizadas virtualmente, no ano de 2021. Essas, viveram contextos laborais que acentuaram desigualdades de gênero, raça e classe. Os relatos foram submetidos à análise de Núcleos de Sentidos, e discutidos através do Feminismo Marxista e dos estudos do care e Psicodinâmica do Trabalho. As falas demonstram vivências de acúmulos de carga de trabalho formal, doméstico e emocional, onde a mobilização do afeto e da cooperação entre as trabalhadoras é a estratégia de defesa mais significante nos relatos.

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Author Biographies

Lígia Lima Ferraz, Universidade Estadual da Paraíba

Psicóloga, (CRP 13/13238) (2023). Mestre em Psicologia da Saúde, pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), na linha de pesquisa: Trabalho, Saúde e Subjetividade.Graduada em Psicologia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Membro dos grupos de pesquisa: Grupo de Pesquisa, Subjetividade e Trabalho (GPST), e Núcleo de Pesquisas e Estudos Sobre o Desenvolvimento da Infância e a Adolescência (NUPEDIA), desenvolvendo atividades e pesquisas em Psicologia Social e Psicologia do Trabalho, com interesses em trabalho e gênero.

Thaís Augusta Cunha de Oliveira Máximo, Universidade Federal da Paraíba

Psicóloga formada pela Universidade Federal da Paraíba, no ano de 2007, sendo bolsista CNPQ de pesquisa durante o curso. Fez Mestrado (2007 - 2009) e Doutorado (2010 - 2012) em Psicologia Social, também pela Universidade Universidade Federal da Paraíba, tendo trabalhado na dissertação a análise trabalho - saúde dos gerentes de bancos, sob orientação do Prof Dr Anísio José da Silva Araújo; e na tese de doutorado a análise da inserção profissional de jovens egressos do Programa Jovem Aprendiz, na perspectiva de jovens e gestores de empresas. Pós doutora em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (2022). Foi docente substituta da Universidade Estadual da Paraíba, na área de Psicologia do Trabalho e Organizacional do 2009 a 2011. Foi docente efetiva desta mesma instituição de 2012 a 2013. Em 2013 foi aprovada em concurso na Universidade Federal da Paraíba, também para a área de Psicologia do Trabalho, estando no departamento de Psicologia desta instituição desde então. Desde o início da carreira como docente, vem trabalhando as temáticas relacionadas a trabalho e saúde, a partir das clínicas do trabalho. Leciona disciplinas como: Psicologia do trabalho, Psicologia das Organizações, Saúde mental e Trabalho, Políticas Públicas, Estágio e trabalhos de conclusão de curso para alunos de Psicologia. Esteve na coordenação do curso de Psicologia da UFPB no período de 2014 - 2018. Coordena projetos de pesquisa e extensão articulados à saúde do trabalhador, análise da atividade, saúde do trabalhador, saúde mental e trabalho. Já estudou sobre diversas categorias profissionais, dentre elas, os trabalhadores da saúde, servidores públicos e das políticas públicas. Coordena desde 2014 o projeto de extensão intitulado Saúde do Trabalhador nas Comunidades, que tem como objetivo discutir as articulações entre trabalho - saúde - doença, junto a sociedade, trabalhadores da saúde e sindicatos, como o intuito de proporcionar articulações na rede de saúde do trabalhador, bem como levar conhecimentos aos trabalhadores sobre as possíveis consequências que o trabalho pode ter para a saúde dos sujeitos. Atualmente é coordenadora do grupo da ANPEPP Modos de Vida e Trabalho. É parecerista comitte edit da revista Estudos de Psicologia, de Natal. É professora permanente do Programa de Pós Graduação em Psicologia Social, da UFPB e vice diretora do CCHLA.

Manuella Castelo Branco Pessoa, Universidade Federal da Paraíba

Professora Adjunta vinculada ao Departamento de Psicologia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Graduada em psicologia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB); Mestre em Psicologia e Doutora em Psicologia Social pela UFPB, com estágio na modalidade sanduíche no Instituto de Iberoamérica da Universidade de Salamanca (Espanha). Pós-doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Saúde da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Vice-líder do Núcleo de Pesquisa e Estudos sobre a Infância e Adolescência (NUPEDIA). Pesquisadora vinculada ao Grupo de Pesquisa Subjetividade e Trabalho (GPST). Representante da UFPB junto ao Fórum de Aprendizagem Profissional (FEAP), e atualmente está vinculada ao grupo da ANPEPP Modos de Vida e Trabalho. Professora Colaboradora no Programa de Pós-graduação em Psicologia da Saúde da UEPB, linha: trabalho, saúde e subjetividade. Atua nas áreas da psicologia social do trabalho e na perspectiva das clínicas do trabalho. Nesse sentido, desenvolve pesquisas e intervenções nos temas: Juventude e trabalho; formação profissional a partir das políticas públicas; desemprego e busca por um trabalho decente; e economia solidária.

Alessandra Renata Geremias, Universidade Federal da Paraíba

Assistente social, doutora em Psicologia Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB, 2025), mestra em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP, 2020) e graduada em Serviço Social pela Universidade Estadual Paulista (UNESP, 2010). Atualmente, é professora substituta da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), compondo o corpo docente da graduação em Serviço Social e da residência multiprofissional em Atenção à Saúde da Mulher. Atua como pesquisadora no projeto PNUD BRA/18/024. Integrou o Conselho Regional de Serviço Social da 13 Região (CRESS/PB) por duas gestões: 2020-2023 (como 1 Secretária da Diretoria) e 2023-2026 (no Conselho Fiscal). Sua pesquisa concentra-se na relação entre saúde mental e trabalho, a partir das dimensões de raça, classe, gênero e sexualidade. Possui experiência na Política de Saúde, com ênfase na atenção à Saúde Mental, e na Política de Educação, tendo atuado também como professora substituta no curso de Serviço Social da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Integra o Grupo de Estudos sobre a Teoria da Reprodução Social e o Améfricas: Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Colonialidade, Racismo e Capitalismo (UFPB).

Tatiana de Lucena Torres, Universidade Federal da Paraíba

Professora Associada IV no curso de Psicologia e atual coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social da Universidade Federal da Paraíba. Psicóloga, possui pós-graduação (mestrado e doutorado) em psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina e pós-doutorado (bolsa PNPD/Capes) no Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social na Universidade Federal da Paraíba. Atualmente leciona e desenvolve estudos na área de psicologia social do trabalho, com interesse sobre: Trabalho e envelhecimento, estereótipos, preconceitos e violências psicológicas no trabalho, saúde mental e trabalho, com grupos de trabalhadores e trabalhadoras da saúde, trabalhos informais e trabalhos invisibilizados. É membro do Grupo de Pesquisa Subjetividade e Trabalho (GPST/UFPB), do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas e Extensão sobre Trabalho (LABORES/UFPB), do Grupo de Estudos e Pesquisas em Trabalho (GEPET/UFRN), do Grupo de Trabalho em Representações Sociais da ANPEPP, do Grupo Internacional de Estudos e Pesquisas sobre Envelhecimento e Representações Sociais (GIEPERS) e da Red Iberoamericana de Estudios en Jubilación, Trabajo y Envejecimiento. Atualmente faz parte do projeto Caminhos do Trabalho (Fundacentro) na Paraíba e realiza pesquisas em parceria com Grupo de Informação em Saúde e Envelhecimento (GISE/ICICT/Fiocruz).

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Published

2026-07-14

How to Cite

Ferraz, L. L. ., Máximo, T. A. C. de O. ., Pessoa, M. C. B. ., Geremias, A. R. ., & Torres, T. de L. . (2026). “Só tem mulher, viu?”: a linha de frente do SUS no combate à pandemia. Trabalho (En)Cena, 11(1), e026002. https://doi.org/10.31501/trabencena.v11i1.17085