ECONOMIA CRIATIVA EM TEMPOS DE PANDEMIA: O CASO DO MUSEU DO ISOLAMENTO BRASILEIRO NO INSTAGRAM

Aline Corso, Camila de Ávila, Vanessa Kukul

Resumo


Nos propomos a refletir sobre alguns cenários recentes a respeito do isolamento social em decorrência da pandemia que afetou, do ponto de vista socioeconômico, as atividades vinculadas à economia criativa. A economia criativa aborda o trabalho que contempla “a criatividade do produtor de bens e serviços, valorizando a cultura e seus aspectos intangíveis” (PAULA, 2016, p. 21) e, portanto, esse conceito coloca-se numa “perspectiva que rearticula a relação entre cultura, economia e sociedade” (DE MARCHI, 2014, p.194).

A Secretaria da Economia Criativa Brasileira criou, em 2012, o escopo sobre o setor criativo, nas suas concepções materiais e imateriais, separando as categorias nos campos do Patrimônio, das Expressões Culturais, Artes de Espetáculo, Audiovisual/do Livro, da Leitura e da Literatura e das Criações Culturais e Funcionais.

            Espaços culturais como museus e galerias de arte foram fechados e, em meio a isso, a população ficou restrita ao espaço doméstico para se proteger do vírus. Diversas iniciativas surgiram como válvula de escape nas redes sociais digitais e nos chama a atenção o perfil do Museu do Isolamento Brasileiro no Instagram, que se propõe a “difundir a arte em tempos de isolamento” (2020, online). Para tanto, procuramos analisar as publicações do perfil @museudoisolamento a fim de entender como se estabelece a divulgação e visibilidade do trabalho dos artistas, bem como a receptividade do público. São dinâmicas que impactam o modo de operarmos economicamente as plataformas digitais, assim como o nosso olhar sobre o mundo - uma pandemia que também é imagética (BEIGUELMAN, 2020).

Na metodologia Teoria Fundamentada (FRAGOSO; RECUERO; AMARAL, 2011), teoria e observação seguem lado a lado, deixando que os dados forneçam as respostas, sendo assim, é um método muito útil para análise de dados empíricos. Com abordagem intuitiva, os dados coletados falam por si e é extremamente recomendada para assuntos de pesquisa considerados novos e em ambientes digitais.


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Referências


BEIGUELMAN, Giselle. Coronavida: pandemia, cidade e cultura urbana. São Paulo: Editora Escola da Cidade, 2020. Disponível em : . Acesso em: 30 out. 2020.

BRASIL. Plano da Secretaria da Economia Criativa: Políticas, diretrizes e ações: 2011 – 2014. Disponível em : . Acesso em: 30 out. 2020.

DE MARCHI, Leonardo. Analysis of the secretariat of the creative economy plan and the transformations in the relation of state and culture in Brazil. Intercom. São Paulo, v. 37, n.1, p. 193-215, jan./jun. 2014. Disponível em: . Acesso em: 30 out. 2020.

FRAGOSO, Suely; RECUERO; Raquel; AMARAL, Adriana. Métodos de pesquisa para internet. Porto Alegre: Sulina, 2011.

PAULA, Tauana Macedo. A Economia Criativa analisada na produção do souvenir gastronômico: um estudo sob o viés cultural. Dissertação (Mestrado em Turismo e Hospitalidade), Universidade de Caxias do Sul, Programa de Pós-Graduação em Turismo e Hospitalidade, 2016.

MUSEU DO ISOLAMENTO BRASILEIRO. Perfil no Instagram. Disponível em: . Acesso em: 30 out. 2020.


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ISSN: 2526-382x