QUAL O PAPEL DO PROFESSOR-COLABORADOR NO CONTEXTO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO NA EDUCAÇÃO FÍSICA?

Larissa Cerignoni Benites, Samuel de Souza Neto, Cecília Borges, Marina Cyrino

Resumo


O estudo se reporta ao Estágio Curricular Supervisionado e ao papel dos professores-colaboradores (PC), professor da escola de educação básica que recebe estagiários em condição oficial de estágio curricular supervisionado, tendo como objetivos (a) apresentar qual o papel do professor-colaborador na legislação brasileira, (b) qual o perfil que o mesmo deve ter e (c) como o PC se vê no processo de estágio. A pesquisa qualitativa teve como participantes cinco professores-colaboradores e utilizou como técnicas observação, fonte documental e entrevista semiestruturada. Encontrou-se que na legislação uma lacuna sobre a concepção e o papel do PC. O perfil referendado pelos participantes é de alguém que pauta sua supervisão na experiência adquirida no exercício docente. Os dados desta pesquisa se direcionam para uma esfera que podemos chamá-la de sócio-afetiva, pois os professores, de maneira geral, são “cúmplices” dos estagiários. O PC se vê como alguém importante no processo de estágio dá aos futuros professores elementos da sua experiência, possibilita que os mesmos descubram os macetes da profissão e oferece condições e espaço para os licenciandos colocarem em prática seus conhecimentos didático-pedagógicos. São abertos ao diálogo e vão passando gradualmente a autonomia das aulas para os estagiários. Concluiu-se que este professor ocupa um lugar privilegiado durante o momento do estágio, mas, na grande maioria das vezes tem o perfil de alguém que foi formado para ensinar alunos e não apresenta características para ser um formador de professores. Existe a necessidade de se pensar na formação, nas práticas e nos saberes dos professores-colaboradores. Sair da lógica de ensinar e se aventurar na lógica do formar.

Palavras-chave


Professor-Colaborador; Educação Física; Estágio Curricular Supervisionado.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18511/rbcm.v20i4.3286

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement