NOMENCLATURA DOS EXERCÍCIOS ESTABILIZADORES E DE FORTALECIMENTO DO MÉTODO PILATES: EXISTE PADRONIZAÇÃO?

João Antônio Almeida Alves de Souza, Marcella Barbosa Nunes, Gabriel Andrade Paz, Humberto Lameira Miranda

Resumo


O método Pilates foi desenvolvido como uma forma de treinamento para força, flexibilidade e coordenação motora e atualmente têm sido cada vez mais utilizado, como uma forma de reabilitação, fortalecimento e tratamento para dores lombares. A falta de padronização e variedade de nomes utilizados nos exercícios do método Pilates pode ser um fator limitante na comunicação entre profissionais e alunos. Portanto, o objetivo deste estudo foi verificar se existe associação entre a nomenclatura dos exercícios do método Pilates e os profissionais atuantes na área. Este estudo incluiu 46 participantes homens e mulheres, formados em educação física, fisioterapia ou ambos, que trabalham em academias ou estúdios de Pilates na cidade do Rio de Janeiro – RJ, Brasil, entre junho e dezembro de 2014. Os participantes responderam um questionário ilustrado com a posição final de 10 exercícios, cada uma com 4 opções de nomes para o exercício em questão. A) nomenclatura tradicional em inglês; B) nomenclatura em português com correlação ao aparelho utilizado; C) nomenclatura anatômica e D) uma opção aberta “OUTROS”. Como resultado, não foi encontrada associação entre os nomes selecionados e a formação dos profissionais (p<0,05), mostrando que não há um padrão para o uso de uma nomenclatura específica para os exercícios utilizados. Dessa forma, essa falta de padrão pode gerar confusão nos praticantes quando há mudança de instrutores, podendo levar a execução errada dos exercícios e mudar a proposta do treinamento que foi planejado. Portanto o uso de uma nomenclatura consistente e padronizada para os exercícios do método Pilates é essencial para uma melhor comunicação entre os profissionais e praticantes do método.

Palavras-chave


Pilates; Treinamento de Força; Nomenclatura; Educação Física; Fisioterapia

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DOI: http://dx.doi.org/10.18511/rbcm.v24i1.6049

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement