A educação física não é mecânica: reflexões a respeito da cultura como eixo epistemológico e pedagógico na educação física escolar
DOI:
https://doi.org/10.31501/periagoge.v8i1.16427Resumo
Este artigo objetiva problematizar os contextos de legitimação, produção e comunicação da Educação Física. O estudo realizou uma reflexão crítica a respeito de disputas onto-epistemológicas na Educação Física escolar, tensionando abordagens mecanicistas e biologicistas em favor de uma compreensão comunitária, cultural e filosófica do movimento humano. A partir de uma abordagem quanti-qualitativa, o presente estudo analisa documentos oficiais (PCNs, BNCC), dados da Plataforma Sucupira e produções acadêmicas, articulando autores como Bracht, Kunz e Betti. Identifica-se que, embora o conceito de Cultura esteja presente na legitimação, produção e comunicação científica, sua abordagem carece de consistência teórica, o que compromete a efetividade pedagógica. O estudo propõe a Cultura como eixo epistemológico da prática pedagógica, contribuindo para a revalorização da Educação Física como prática educativa plural, crítica e humanista.
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