Sobre a teoria do risível de Schopenhauer

Authors

  • Thiago Ribeiro Magalhães Leite Mestre pela USP.

DOI:

https://doi.org/10.31501/periagoge.v1i1.8919

Abstract

A teoria do risível de Schopenhauer, conhecida como teoria da incongruência, parte – grosso modo – da relação inconsistente entre intuição e conhecimento racional. Ou seja, os conceitos se esforçam por substituir as intuições, mas falham em sua exatidão. Nesta falha, quem celebra alegremente é a própria intuição. A explicação do riso reside, portanto, na constituição cognitiva, ou precisamente, na sua limitação que dá passagem ao corpo. Mas o que leva um pessimista a teorizar sobre o riso? Se o riso implica em alegria, estaria aí um caminho para a felicidade? Mas a felicidade, segundo a metafísica da vontade, é um erro causado por uma ilusão. Entretanto, quando considera os problemas ligados a eudaimonia [felicidade], Schopenhauer admite a possibilidade de sermos pragmaticamente felizes através da sabedoria de vida [Lebensweisheit]. Este artigo procura desdobrar a teoria do risível de Schopenhauer, a fim de confrontar tais considerações com seus pensamentos sobre a felicidade e o bem-estar.

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Published

2018-09-14

How to Cite

Leite, T. R. M. (2018). Sobre a teoria do risível de Schopenhauer. Periagoge, 1(1), 45–57. https://doi.org/10.31501/periagoge.v1i1.8919

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Artigos Livres