Sobre a teoria do risível de Schopenhauer
DOI:
https://doi.org/10.31501/periagoge.v1i1.8919Resumen
A teoria do risível de Schopenhauer, conhecida como teoria da incongruência, parte – grosso modo – da relação inconsistente entre intuição e conhecimento racional. Ou seja, os conceitos se esforçam por substituir as intuições, mas falham em sua exatidão. Nesta falha, quem celebra alegremente é a própria intuição. A explicação do riso reside, portanto, na constituição cognitiva, ou precisamente, na sua limitação que dá passagem ao corpo. Mas o que leva um pessimista a teorizar sobre o riso? Se o riso implica em alegria, estaria aí um caminho para a felicidade? Mas a felicidade, segundo a metafísica da vontade, é um erro causado por uma ilusão. Entretanto, quando considera os problemas ligados a eudaimonia [felicidade], Schopenhauer admite a possibilidade de sermos pragmaticamente felizes através da sabedoria de vida [Lebensweisheit]. Este artigo procura desdobrar a teoria do risível de Schopenhauer, a fim de confrontar tais considerações com seus pensamentos sobre a felicidade e o bem-estar.
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