REVISÃO NARRATIVA SOBRE A EXECUÇÃO DO KIP NA BARRA BAIXA DAS PARALELAS ASSIMÉTRICAS
DOI:
https://doi.org/10.31501/rbcm.v30i1.12536Resumo
INTRODUÇÃO: O kip é uma habilidade fundamental amplamente utilizada nas rotinas de treinamento da ginástica artística. No entanto, faltam materiais
didáticos que auxiliem o processo de ensino-aprendizagem dos alunos e dos professores iniciantes. OBJETIVO: Apresentar uma análise biomecânica qualitativa do kippe realizado na barra inferior das paralelas assimétricas. MÉTODOS: Esta foi uma revisão narrativa baseada no Google Acadêmico. Os termos utilizados para a busca dos materiais foram kippe e biomecânica, em Português e Inglês, considerando estudos experimentais e não experimentais. RESULTADOS: A literatura aponta diferentes termos para designar este mesmo movimento. Os movimentos articulares predominantes são extensão e flexão, o que justifica a maioria dos textos abordar a análise do plano sagital. O kippe tem seis instantes e três fases de movimento, Glide, Pike e Pull Up. A literatura mostra pequenas diferenças na execução em cada uma dessas fases. No entanto, alguns erros comuns de execução são apontados com algum consenso como deslizar muito curto, não alcançar o pike, abaixar as pernas muito rápido após o pike e flexionar os cotovelos na tentativa de encerrar o movimento. CONCLUSÃO: Há um número reduzido de estudos que integram
a avaliação biomecânica ao processo ensino-aprendizagem na ginástica, bem como no contexto do esporte de alto rendimento. Demonstramos que essa abordagem qualitativa pode ser útil para o processo de ensino-aprendizagem desse exercício específico. A decomposição do movimento em fases permite estabelecer prioridades com base nas forças e fraquezas apresentadas pelos atletas / alunos, otimizando assim as intervenções para melhorar o seu desempenho.