ALTERAÇÕES POSTURAIS EM ESCOLARES DO ENSINO FUNDAMENTAL DE UMA ESCOLA DE TEUTÔNIA/RS

Autores

  • Matias Noll UFRGS
  • Bruna Nichele da Rosa UFRGS
  • Cláudia Tarragô Candotti UFRGS
  • Tássia Silveira Furlanetto UFRGS
  • Kaanda Nabilla Souza Gontijo UFRGS
  • Juliana Adami Sedrez UFRGS

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v20i2.3279

Palavras-chave:

avaliação, marcha, esclerose múltipla

Resumo

Este estudo teve como objetivo verificar, por meio da fotogrametria, se existe diferença na prevalência de alterações posturais entre os sexos, masculino e feminino, e verificar se existe um aumento desta prevalência com o avanço da idade em escolares do Ensino Fundamental de uma escola da cidade de Teutônia, Rio Grande do Sul. A amostra, composta por 65 escolares, foi submetida a uma avaliação postural, a qual consistiu na palpação e marcação de pontos anatômicos, com marcadores reflexivos, no plano sagital (PS) e plano frontal (PF). Em seguida, ocorreram registros fotográficos dos indivíduos em ortostase, no PS (na posição de perfil direito) e no PF (na posição de costas). As imagens foram digitalizadas e analisadas pelo software DIPA, sendo obtidas informações quantitativas da postura. Os resultados analisados por meio de estatística descritiva demonstraram que as principais alterações encontradas foram: (1) no PS, desequilíbrio anterior (53,8%), hiperlordose lombar (46,2%), hipercifose dorsal (40%), coluna cervical anteriorizada (36,9%); e no (2) PF, escoliose (63,1%), desalinhamento dos ombros (36,9%), desequilíbrio corporal direito (32,3%) e joelho valgo (24,6%). Os resultados demonstraram também que (1) existe diferença significativa entre os sexos apenas no PS no equilíbrio corporal e na postura da coluna dorsal, e que (2) não existe diferença significativa entre os grupos etários para todas as variáveis nos planos PS e PF. Concluiu-se que a prevalência de alterações posturais nesse grupo de escolares foi alta, estando em acordo com a literatura, o que sugere a necessidade da implantação de programas educativos e preventivos no contexto escolar.

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Biografia do Autor

Matias Noll, UFRGS

Mestrando em Ciências do Movimento Humano pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (ESEF/UFRGS). Porto Alegre, RS, Brasil.

Bruna Nichele da Rosa, UFRGS

Acadêmica do Curso de Fisioterapia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (ESEF/UFRGS). Porto Alegre, RS, Brasil.

Cláudia Tarragô Candotti, UFRGS

Doutora em Ciências do Movimento Humano pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (ESEF/UFRGS) e professora do curso de Fisioterapia e Educação Física e do Programa de Pós-Graduação em Ciência do Movimento Humano (Mestrado e Doutorado) desta instituição. Porto Alegre, RS, Brasil

Tássia Silveira Furlanetto, UFRGS

Mestre em Ciências Biológicas (Neurociências) pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas do Instituto de Ciências Básicas da Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (ICBS/UFRGS). Porto Alegre, RS, Brasil

Kaanda Nabilla Souza Gontijo, UFRGS

Mestrando em Ciências do Movimento Humano pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (ESEF/UFRGS). Porto Alegre, RS, Brasil.

Juliana Adami Sedrez, UFRGS

Mestrando em Ciências do Movimento Humano pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (ESEF/UFRGS). Porto Alegre, RS, Brasil.

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Publicado

2012-10-16

Edição

Seção

Artigo Original