MORFOLOGIA E HISTOQUÍMICA DO TECIDO MUSCULAR ESQUELÉTICO DE RATOS APÓS ESTIRAMENTO - DOI: http://dx.doi.org/10.18511/0103-1716/rbcm.v21n4p63-72

Autores

  • Olga Cristina de Mello Malheiro Universidade Estadual Paulista
  • Robson Chacon Castoldi Universidade Estadual Paulista
  • Carlos Alberto Anaruma Universidade Estadual Paulista

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v21i4.3874

Resumo

RESUMO: A lesão muscular constitui parte integrante do processo de adaptação a certos tipos de treinamento físico. Em atletas altamente treinados, a lesão muscular, representa uma resposta capaz de acelerar o turnover protéico. O presente trabalho teve por finalidade avaliar a morfologia, e as características metabólicas e contráteis dos tipos de fibras musculares. Foram utilizados 10 ratos Wistar com peso corporal médio de 350g com idade de 70 dias. Os animais foram submetidos a um estímulo elétrico (tetania) e a um estímulo mecânico (estiramento). Após 48h os animais foram eutanasidos mediante uma dose de pentobarbital sódico. Fragmentos da cabeça medial do músculo gastrocnêmio foram imersas em N-Hexana a -70º Cortes (8 µm) obtidos em um micrótomo criostato, (–20ºC), foram corados pela HE e outros submetidos as reações NADH-TR e m ATPase, (pH 4,6 e 10,4). O padrão fascicular mostrou-se desorganizado. Ao lado de várias fibras com diferentes estágios de fagocitose, observou-se um intenso infiltrado plasmolinfocitarios, com elevado numero de macrófagos, células miosatélites e células mesenquimatosas, e áreas com ausência de células musculares. A atividade oxidativa revelou-se levemente aumentada em todos os tipos de fibras normais e muito diminuída nas fibras em fase de fagocitose. Conforme revelado pela reação m-ATPase, após pré-incubação alcalina e ácida, lesões foram observadas nas fibras de contração lenta (Tipo I) e nas de contração rápida (Tipo II). Assim, decorridas 48h após o estímulo de tetania e estiramento mecânico, a lesão de fibras acompanhada de processo de fagocitose e o infiltrado de células miosatélites, macrófagos e células mesenquimatosas, foram os eventos mais evidentes. Em nível do tipo de fibras, as lesões comprometeram ambos os tipos. Palavras-chave: Rato; Tetania; Lesão; Estiramento; Músculo Esquelético.

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Biografia do Autor

Olga Cristina de Mello Malheiro, Universidade Estadual Paulista

Graduada em Licenciatura em Educação Física pelo Instituto Municipal de Ensino Superior de Presidente Prudente (1983) Mestre em Ciências da Motricidade Humana pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho-UNESP (2002) Campus de Rio Claro. Doutora em Biologia Geral e Aplicada pelo Instituto de Biociências da Universidade Estadual Paulista-UNESP (2008) Campus de Botucatu.

Robson Chacon Castoldi, Universidade Estadual Paulista

Graduado pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". Mestrado em Fisioterapia pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho". Departamento de Fisioterapia.

Carlos Alberto Anaruma, Universidade Estadual Paulista

possui graduação em Biomedicina pelo Centro Universitário Herminio Ometto (1982) e doutorado em Ciências Morfofuncionais pela Universidade de São Paulo (1994).

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Publicado

2013-10-06

Edição

Seção

Artigo Original