PERFORMANCE MOTORA EM CRIANÇAS DE TERRA INDÍGENA, DE ZONAS URBANA E RURAL - DOI: http://dx.doi.org/10.18511/0103-1716/rbcm.v22n3p98-104

Autores

  • Itamar Adriano Tagliari Universidade Estadual do Centro-Oeste
  • Antonio Azevedo Barros Filho Universidade Estadual de Campinas
  • Maria Beatriz Rocha Ferreira Universidade Federal da Grande Dourados

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v22i3.4163

Resumo

A performance motora foi investigada em crianças indígenas, urbanas e rurais. O estudo caracterizou-se por ser descritivo e transversal. Foram avaliados a estatura, o peso e os testes de performance motora: sentar e alcançar, sentar e deitar, ir e vir e, saltar na horizontal em 277 crianças, de 8 a 9 anos de idade. Os procedimentos estatísticos foram a analysis of covariance (ANCOVA) para comparar a performance motora em função do fator local, controlando pela idade, peso e estatura. Os resultados indicam que os testes de performance motora, controlados pela idade, peso e estatura, diferem significativamente apenas no teste de sentar e alcançar, com melhores resultados para as crianças indígenas e no teste de sentar e deitar para os meninos das zonas urbana e rural. Os resultados do teste indicador de força e resistência abdominal, apontam que as crianças indígenas de ambos os sexos encontram-se na zona de risco para a saúde. Os fatores ambientais envolvidos parecem estar influenciando nos resultados dos testes de performance motora, pois as crianças dos três contextos vivem em locais seguros e com espaço para realizar suas atividades físicas. Ressalta-se a necessidade de atividades programadas, o que pode contribuir na melhora dos resultados nos testes de performance motora nas valências físicas de força e resistência abdominal para as crianças indígenas. Essas valências físicas podem ser desenvolvidas nas aulas de Educação Física ou em atividades programadas no contra-turno escolar, mas por se tratar de povos indígenas elas devem ser propostas com cautela no contra-turno, para não intervir no cotidiano da aldeia e não privar as crianças de exercerem suas funções diárias de sua cultura, tais como as atividades laborais que servirão de aprendizagem para atividades a serem desenvolvidas pelas mesmas enquanto adultas.

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Biografia do Autor

Itamar Adriano Tagliari, Universidade Estadual do Centro-Oeste

Departamento de Educação Física - Área da Saúde

Antonio Azevedo Barros Filho, Universidade Estadual de Campinas

Departamento de Pediatria - Área da Saúde

Maria Beatriz Rocha Ferreira, Universidade Federal da Grande Dourados

Departamento de Educação - Área da Educação

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Publicado

2014-09-12

Edição

Seção

Artigo Original