COMPOSIÇÃO CORPORAL E INGESTÃO ALIMENTAR EM JOGADORES AMADORES DE RÚGBI: UMA ANÁLISE POR POSIÇÃO EM CAMPO

Autores

  • Rafael Frata Cândido Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP http://orcid.org/0000-0002-0855-0598
  • Marco Aurélio Ferreira de Jesus Leite Universidade Federal do Triângulo Mineiro
  • Sheila Bezerra Nobrega Instituto de Pesquisa e Gestão em Saúde
  • Ana Carolina Cantarelli Andretti Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Edmar Lacerda Mendes Universidade Federal do Triângulo Mineiro

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v25i1.6700

Resumo

O objetivo deste estudo foi avaliar a composição corporal e ingestão alimentar em jogadores amadores de rúgbi por posicionamento em campo: backs e forwards. Quatorze participantes foram submetidos a medidas de massa corporal, estatura e dobras cutâneas para cálculo do percentual de gordura e massa livre de gordura; para dados da ingestão alimentar foi aplicado o registro alimentar de três dias; os valores nutricionais obtidos foram comparados às recomendações do American College of Sports Medicine e Recommended Dietary Intakes. Normalidade dos dados foi checada pelo teste Kolmogorov-Smirnov e diferenças entre backs e forwards pelo teste t de Student para amostras independentes. Foi adotado p < 0,05 como nível de significância. Forwards apresentaram maior massa corporal (87,25 ± 6,06 kg) e massa livre de gordura (70,97 ± 6,09 kg) em relação aos backs (76,07 ± 5,45 kg; 61,91 ± 6,02 kg; p < 0,05, respectivamente). Não houve diferenças estatísticas entre os grupos para consumo de água, energia, macro e micronutrientes (p > 0,05), com exceção do ácido fólico (p = 0,037). Os jogadores apresentaram consumo inadequado de água (n = 14), carboidratos (n = 14), lipídios (n = 10), gorduras saturadas (n = 14), fibras (n = 11), cálcio (n = 9), fósforo (n = 7), magnésio (n = 14), zinco (n = 11), manganês (n = 13), selênio (n = 14), vitamina A (n = 13), E (n = 9), C (n = 10), tiamina (n = 14), riboflavina (n = 14), niacina (n = 11), ácido pantotênico (n = 8), piridoxina (n = 14) e ácido fólico (n = 13). Embora forwards apresentem maior massa corporal, massa livre de gordura, e consumo de ácido fólico em relação aos backs, a inadequação alimentar ocorreu independente do posicionamento em campo, o que sinaliza para necessidade de aconselhamento profissional.

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Biografia do Autor

Rafael Frata Cândido, Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP

Aluno do Programa de Doutorado em Clínica Medica da Universidade de São Paulo (USP). Possui graduação em Nutrição (2011) e Mestrado em Aspectos Biodinâmicos e Metabólicos no Exercício Físico e Esporte (2014) pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), e Especialista em Nutrição Clínica e Esportiva (2014) pelo Instituto de Pesquisas, Ensino e Gestão em Saúde. É pesquisador colaborador do Departamento de Ciências do Esporte, do Núcleo de Estudos em Atividade Física & Saúde (NEAFISA) e do Grupo de Estudo Aplicado à Biodinâmica do Desempenho, todos pertencentes à UFTM. Ministra cursos e palestras relacionados a Nutrição e Esporte há 2 anos.

Marco Aurélio Ferreira de Jesus Leite, Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Estudante de bacharelado em Educação Física (2012-2015) pela Instituição da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Membro do Grupo de Estudo e Pesquisa em Exercício e Nutrição (GEPENutri), do Núcleo de Estudos em Atividade Física & Saúde (NEAFISA), do Grupo de Estudos e Pesquisas em Atividades Aquáticas (GEPEATA), todos pertencentes à instituição da UFTM. Exerceu função de coordenador e presidente da Liga Acadêmica de Fisiologia do Exercício (LAFE) da UFTM entre 2013 á 2015. Atuou no cargo de estagiário efetivo da Liga de Medicina do Esporte (LME) da UFTM entre 2013 á 2014, realizando acompanhamento e participação nas intervenções á lesões esportivas e traumáticas pelo Hospital de Clínicas (HC) da UFTM. Atualmente exerce o cargo de estagiário na impressa Academia Olímpica Fitness em Uberaba-MG. Possui experiências no desenvolvimento de pesquisas, com ênfase na fisiologia do exercício e performance humana, desempenhadas na avaliação das funções fisiológicas do treinamento exercício e estratégias de recuperação pós-exercício. Ainda, possui experiência em execuções de projetos de extensão, com ênfase em métodos pedagógicos desportivos.

Sheila Bezerra Nobrega, Instituto de Pesquisa e Gestão em Saúde

Formada em Nutrição pela Universidade Católica de Brasília (2008). Possui especialização em Nutrição Clínica e Esportiva pelo Instituto de Pesquisa e Gestão em Saúde (2014). Atua como nutricionista com experiência com esportistas e praticantes de atividade física, desde 2008.

Ana Carolina Cantarelli Andretti, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Possui graduação em Nutrição pela Universidade Federal de Pelotas (2001) e mestrado em Medicina: Ciências Médicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2006). Atualmente é nutricionista clínica em consultório particular,supervisora NutriAlliance, professora de Pos graduação em nutrição clínica, medicina estética e biomedicina estética. Coordenadora de Pós graduação em Nutrição Clínica e esportiva. Ministra cursos e palestras nas áreas: nutrigenômica, nutrição estética, nutrição esportiva e nutrição clínica.Experiência hospitalar e 10 anos de atendimento em consultório. Co-autora de Livros de nutrição.

Edmar Lacerda Mendes, Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Graduado em Educação Física, Mestre em Ciência da Nutrição e Doutor em Biologia Celular e Estrutural pela Universidade Federal de Viçosa. Professor Adjunto II e Coordenador do Departamento de Ciências do Esporte da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Atua no Curso de Graduação e Pós-graduação stricto sensu em Educação Física da Universidade Federal do Triângulo Mineiro.

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Publicado

2017-03-20

Edição

Seção

Artigo Original