TREINAMENTO DE FORÇA EXCÊNTRICO EM IDOSOS: REVISÃO ACERCA DAS ADAPTAÇÕES FISIOLÓGICAS AGUDAS E CRÔNICAS

Authors

  • Tiago Batista de Carvalho Grupo de Pesquisa em Performance Humana - Mestrado em Educação Física da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Metodista de Piracicaba
  • André Katayama Yamada Grupo de Pesquisa em Performance Humana - Mestrado em Educação Física da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Metodista de Piracicaba
  • Marina Donato Crepaldi Grupo de Pesquisa em Performance Humana - Mestrado em Educação Física da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Metodista de Piracicaba
  • Jéssica Cardoso de Souza Programa de Mestrado e Doutorado Universidade Católica de Brasília
  • Jonato Prestes Programa de Mestrado e Doutorado Universidade Católica de Brasília
  • Rozangela Verlengia Grupo de Pesquisa em Performance Humana - Mestrado em Educação Física da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Metodista de Piracicaba

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v20i4.3113

Keywords:

Recomendações. Alimentação. Atividade Física. Saúde. Faixa Etária

Abstract

Já está bem estabelecido na literatura que a massa muscular tem um importante papel na capacidade funcional, manutenção da saúde e independência dos idosos. Deste modo, o estudo dos mecanismos envolvidos com o processo fisiológico no envelhecimento tem sido destacados nas ultimas três décadas, fato que impulsionou os interesses sobre as relações do exercício físico com a melhoria da qualidade de vida e saúde da população idosa. Ademais, considerando o declínio das funções fisiológicas do músculo humano e outros sistemas com o avanço da idade, o treinamento de força pode ser aplicado como ferramenta preventiva aos processos degenerativos associados ao envelhecimento. Dentre as diferentes formas de contração músculo-esquelética, o treinamento que visa priorizar a ação excêntrica recebeu considerável atenção. Neste sentido, o presente estudo teve como objetivo apresentar os efeitos agudos e crônicos do treinamento de força excêntrico sobre as respostas cardiorrespiratórias, metabólicas e neuromotoras em idosos. Foi realizada uma busca bibliográfica utilizando os seguintes unitermos: resistance training, molecular mechanisms, hypertrophy, eccentric resistance training e aging, nas bases de dados PubMed, MEDLINE, SciELO e LILACS. A presente revisão indica que os exercícios que priorizam as ações excêntricas promovem menor sobrecarga cardiorrespiratória, metabólica e neuromotora quando comparados com exercícios de ação concêntrica e isométrica. Desta forma, o treinamento de força excêntrico torna-se potencialmente adequado para idosos, os quais possuem uma relativa preservação da força excêntrica durante o envelhecimento, bem como risco e/ou doenças cardiorrespiratórias e neuromotoras. Adicionalmente, este tipo de treinamento induz ao ganho de massa muscular e capacidade funcional em idosos.

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Author Biographies

Tiago Batista de Carvalho, Grupo de Pesquisa em Performance Humana - Mestrado em Educação Física da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Metodista de Piracicaba

Mestre em Educação Física pela Universidade Metodista de Piracicaba – UNIMEP, Especialista em Fisiologia do Exercício, Reabilitação e Emagrecimento pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar, Especialista em Musculação e Personal Trainer pela Escola Superior de Educação Física de Muzambinho – ESEFM, Membro do Grupo de Pesquisa em Performance Humana na UNIMEP e Coordenador do Centro de Estudos e Pesquisas em Exercício Físico e Nutrição - CEPEN na Empresa NeoNutri Suplementos Nutricionais. Tem experiência na área de Educação Física com ênfase nas seguintes áreas: Treinamento de Força; Fisiologia do Exercício, Bioquímica do Exercício e Suplementação.

André Katayama Yamada, Grupo de Pesquisa em Performance Humana - Mestrado em Educação Física da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Metodista de Piracicaba

Graduado com Bacharel em Educação Física (2008), pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP). Mestre (2010) em Ciências da Motricidade (Biodinâmica da Motricidade Humana) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP - Rio Claro). Doutorando em Ciências Fisiológicas pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Desenvolveu projetos na linha de Imunologia do Exercício e Fisiologia Endócrino-Metabólica. Tem experiência na área da Fisiologia do Exercício. Atualmente desenvolve projeto na linha de Fisiologia Celular e Molecular, atuando nos seguintes temas: sinalização redox, vias de transdução de sinais, hipertrofia do músculo esquelético, sobrecarga mecânica.

Marina Donato Crepaldi, Grupo de Pesquisa em Performance Humana - Mestrado em Educação Física da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Metodista de Piracicaba

Possui graduação em Bacharel em Educação Física (2010) e Licenciatura em Educação Física (2011) pela Universidade Metodista de Piracicaba. Foi bolsista CNPq/PIBIC (2009-2011) em projeto de Iniciação Científica. Atualmente está vinculada ao Diretório de Pesquisa em Ciências da Performance Humana da UNIMEP.

Jéssica Cardoso de Souza, Programa de Mestrado e Doutorado Universidade Católica de Brasília

Mestranda em Educação Física pela Universidade Católica de Brasília, bolsista CAPES/PROSUP. Possui graduação em Licenciatura Plena em Educação Física pela YMCA-FEFISO e Especialização em Prescrição de exercícios para reabilitação cardíaca e grupos especiais (UGF). Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Fisiologia do Exercício. Atua principalmente nos seguintes temas: fisiologia do exercício, exercício físico para grupos especiais, periodização, variáveis do treinamento de força e composição corporal. Membro docente na disciplina Fisiologia do Exercício na Faculdade de Ciência e Tecnologia de Unaí/MG (FACTU).

Jonato Prestes, Programa de Mestrado e Doutorado Universidade Católica de Brasília

Possui graduação em Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade Estadual de Maringá (2002) e mestrado em Educação Física pela Universidade Metodista de Piracicaba (2006). Doutor em Ciências Fisiológicas pela Universidade Federal de São Carlos. Pós-doutorado na Western Kentucky University.Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Fisiologia e Imunologia do Exercício, atuando principalmente nos seguintes temas: fisiologia do exercício, exercício físico, imunologia do exercício, periodização e variáveis do treinamento de força e composição corporal.

Rozangela Verlengia, Grupo de Pesquisa em Performance Humana - Mestrado em Educação Física da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Metodista de Piracicaba

Graduação em Biologia pela Universidade Metodista de Piracicaba (1989), mestrado na área de concentração de Imunologia pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba-UNICAMP (1995), doutorado na área de concentração de Imunologia pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba-UNICAMP (1999) e pós-doutorado em Fisiologia Humana pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (2005). Orientadora e Professora do Programa de Mestrado em Educação Física da Faculdade de Ciências de Saúde da Universidade de Metodista de Piracicaba, vinculada ao Núcleo de Performance Humana, certificado pelo CNPq. Tem experiência em ensino e pesquisa na graduação e pós-graduação, na área de Genética e Fisiologia celular do Exercício, Atividade Física e Saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: marcadores de lesão muscular; metabolismo e bioquímica do exercício físico; genética e a relação com performance e saúde.

Published

2012-05-27

Issue

Section

Review Article