UTILIZAÇÃO DA ESCALA DE DIFICULDADE PERCEBIDA NA PRODUCÃO DA FALA NA AVALIAÇÃO AERÓBIA EM CICLOERGOMETRO (TALK TEST)

Authors

  • Amanda Santos Universidade Federal do Triangulo Mineiro
  • Phelipe Henrique Cardoso de Castro Faculdade de Educação Física e Desportos - Universidade Federal de Juiz de Fora
  • Joilson Meneguci Universidade Federal do Triângulo Mineiro
  • Ana Paula Rodrigues Universidade Federal de Lavras
  • Leonardo de Lucca Centro de Ciências da Saúde e do Esporte, Universidade do Estado de Santa Catarina.
  • Sandro Fernandes da Silva Universidade Federal de Lavras
  • Fernando Roberto de Oliveira Universidade Federal de Lavras

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v20i1.2404

Abstract

O Talk Test (TT) é uma ferramenta que avalia subjetivamente a intensidade ótima para a prática de exercício com base na capacidade de manter uma conversa confortável durante o esforço. O objetivo do presente estudo foi obter evidências de validade (concorrente e de constructo) do TT. Quatorze sujeitos, 7 mulheres e 7 homens (22 ± 8 anos, 69 ± 15 Kg, 169 ± 10 cm, 21 ± 12 %G) foram submetidos a um teste progressivo em cicloergômetro, carga inicial de 25 watts e incremento de 25 watts a cada 2 minutos (60-70 RPM) até a exaustão. Ao final dos estágios o avaliado recitava três vezes uma frase conhecida, indicando a sua Dificuldade Percebida na Produção da Fala (DPPF) de acordo com a escala proposta por Rotstein et al. (2004). A carga com valor 7, correspondente à “difícil” (L7DPPF) foi utilizada como indicadora do segundo limiar fisiológico, assim como o do Ponto de Deflexão da Freqüência Cardíaca (PDFC), identificado pelo Dmáx positivo da diferença entre um ajuste polinomial de terceira ordem e ajuste linear de todos os pontos da relação FC / Carga. Já o primeiro limiar de transição fisiológica (LTF1) foi identificado através do Ponto de Inflexão da Frequência Cardíaca (PIFC) pelo método Dmáx negativo. Para as análises foram empregadas a ANOVA one-way e Post Test de Tukey (p<0,05). Não foram identificadas diferenças significativas entre L7DPPF e PDFC (r=0,85), sendo as duas significativamente superiores ao PIFC (r=0,42) e entre o PIFC e PDFC (r=41), para p<0,05. Os achados sustentam a validade do TT como indicador de aptidão aeróbia. O L7DPPF foi identificado no mesmo domínio fisiológico que o PDFC para ambos os sexos, sendo assim capaz de discriminar diferenças para grupos conhecidos.

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Author Biographies

Amanda Santos, Universidade Federal do Triangulo Mineiro

Graduada em Licenciatura em Educação Física pela Universidade Federal de Lavras. Mestranda em Educação Física na Universidade Federal do Triângulo Mineiro.

Phelipe Henrique Cardoso de Castro, Faculdade de Educação Física e Desportos - Universidade Federal de Juiz de Fora

Graduado em Licenciatura em Educação Física pela Universidade Federal de Lavras. Mestrando Educação Física na Universidade Federal de Juiz de Fora

Joilson Meneguci, Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Graduado em Licenciatura em Educação Física pela Universidade Federal de Lavras. Mestrando em Educação Física na Universidade Federal do Triângulo Mineiro.

Ana Paula Rodrigues, Universidade Federal de Lavras

Graduada em Licenciatura em Educação Física pela Universidade Federal de Lavras.

Leonardo de Lucca, Centro de Ciências da Saúde e do Esporte, Universidade do Estado de Santa Catarina.

Graduado em Educação Física pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Especialista em Saúde da Família pela Universidade Federal de Santa Catarina e Mestre em Ciências do Movimento Humano pela Universidade do Estado de Santa Catarina na linha de Desempenho no Esporte com ênfase em e Biomecância, Fisiologia do Exercício e Treinamento Esportivo. Docente do curso de Educação Física da Faculdade Porto das Águas, Analista de Esportes da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte do Estado de Santa Catarina. Preparador Físico das Categorias sub-15 e sub-17 de Futsal Masculino da Associação Desportiva Colegial

Sandro Fernandes da Silva, Universidade Federal de Lavras

Graduação em Educaçao Física pela Universidade Santa Cecilia (1995), Especialização em Natação pela Faculdade de Educação Física de Santo André (FEFISA), Especialização em Treinamento Esportivo Pela Centro Universitario Metropolitanos Unidos (UNIFMU), e Doutorado em Ciencias de La Actividad Física y Del Deporte - Universidad de Leon (2006), validado no Brasil na USP na Área de Biodinâmica do Movimento Humano. Professor Adjunto Nivel I no Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Lavras. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Fisiologia do Esforço, atuando principalmente nos seguintes temas: Adaptações ao Treinamento Aeróbico, Limiares Metabólicos e Treinamento Desportivo

Fernando Roberto de Oliveira, Universidade Federal de Lavras

Bolsista de Produtividade em Pesquisa 2 possui graduação em Educação Física pela Universidade de Santo Amaro (1989), Especialização em Ciências do Esporte pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mestrado em Educação Física (Sub-área de Biociências da Atividade Física) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1995) e Doutorado em Atividade Física e Esporte - Universidad del Pais Vasco (2004), com estágios de pesquisa no Centro de Alt Rendiment (CAR) de Sant Cugat del Valles (Barcelona), INEFCatalunya de Barcelona e Centro de Medicina AXOLA de San Sebastián (País Vasco). Atualmente é professor da Universidade Federal de Lavras e pesquisador colaborador do Centro de Estudos de Fisiologia do Exercício da Universidade Federal de São Paulo. Tem experiência na área de Avaliação Funcional e Treinamento Desportivo, com ênfase em Fisiologia do Exercício, atuando principalmente nos seguintes temas: Avaliação aeróbia e anaeróbia, testes de campo e atletismo. Em 2009, tornou-se treinador da equipe CRIA Lavras de atletismo, direcionada para a detecção, seleção, iniciação e formação dos talentos para o esporte.

Published

2012-09-04

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Original Article