EFEITO DO TREINAMENTO CONCORRENTE SOBRE A FORÇA E ÁREA DE SECÇÃO TRANSVERSA MUSCULAR

Authors

  • Edson Mendes Junior UNICAMP
  • Cleiton Augusto Libardi USP
  • Miguel Soares Conceição UNICAMP
  • Felipe Romano Damas Nogueira UNICAMP
  • Felipe Cassaro Vechin USP
  • Arthur Fernandes Gaspari UNICAMP
  • Ricardo Paes de Barros Berton UNICAMP
  • Manoel Emilio Lixandrão UNICAMP
  • Mara Patrícia Traina Chacon-Mikahil UNICAMP

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v20i2.3271

Abstract

O treinamento de força (TF) induz aumentos na força e hipertrofia muscular. Por outro lado, o treinamento aeróbio (TA) é capaz de elevar a potência aeróbia (VO2pico). Porém a associação entre o TF e TA, conhecido como treinamento concorrente (TC), parece diminuir os ganhos de força e hipertrofia muscular quando comparado ao TF isolado. Dessa forma, esse estudo comparou os efeitos de 16 semanas de TF, TA e TC na área de secção transversa de coxa (ASTC) e força muscular em 49 homens de meia-idade não ativos fisicamente. Para tanto os sujeitos foram randomizados em TF (n=12), TA (n=12), TC (n=12) e grupo controle (GC, n=13). Os protocolos de treinamento foram compostos de duas etapas (E1 e E2) com duração de oito semanas cada, e frequência de três sessões/semana (TF: 10 exercícios 3 x 8-10RM; TA: 60 min de caminhada ou corrida a 55-85%VO2pico; TC: 6 exercícios 3 x 8-10RM somados de 30 min de caminhada ou corrida a 55-85%VO2pico; GC não realizou nenhum protocolo de treinamento durante o período do estudo). A ASTC foi mensurada pela equação de Knapik; força máxima por teste de 1-RM; VO2pico por meio de teste ergométrico em esteira. Os principais resultados demonstraram que o TF e TC obtiveram aumentos similares da ASTC (5,7 e 5,6%; respectivamente) e concomitante aumento da força máxima no exercício leg press após 16 semanas de intervenção (48,6 e 54,8%; respectivamente). Os resultados referentes ao VO2pico evidenciaram aumentos similares apenas para os grupos TC (14,8%) e TA (21,7%) após a intervenção. Dessa forma, concluímos que o protocolo de TC utilizado no presente estudo, não promove o efeito de interferência na ASTC e força muscular de membros inferiores de homens de meia-idade.

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Author Biographies

Edson Mendes Junior, UNICAMP

Laboratório de Fisiologia do Exercício - Faculdade de Educação Física

Cleiton Augusto Libardi, USP

Laboratório de Adaptações ao Treinamento de Força - Escola de Educação Física e Esporte

Miguel Soares Conceição, UNICAMP

Laboratório de Fisiologia do Exercício - Faculdade de Educação Física

Felipe Romano Damas Nogueira, UNICAMP

Laboratório de Fisiologia do Exercício - Faculdade de Educação Física

Felipe Cassaro Vechin, USP

Laboratório de Adaptações ao Treinamento de Força - Escola de Educação Física e Esporte

Arthur Fernandes Gaspari, UNICAMP

Laboratório de Fisiologia do Exercício - Faculdade de Educação Física

Ricardo Paes de Barros Berton, UNICAMP

Laboratório de Fisiologia do Exercício - Faculdade de Educação Física

Manoel Emilio Lixandrão, UNICAMP

Laboratório de Fisiologia do Exercício - Faculdade de Educação Física

Mara Patrícia Traina Chacon-Mikahil, UNICAMP

Laboratório de fisiologia do exercício - Faculdade de educação física

Published

2012-11-13

Issue

Section

Original Article