RELAÇÃO ENTRE A OBESIDADE E HIPERTENSÃO ARTERIAL COM A FORÇA DE PREENSÃO PALMAR RELATIVA EM MULHERES ADULTAS USUÁRIAS DO SUS: UM ESTUDO TRANSVERSAL

Autores

  • Dhiony Lisboa Rocha Tenório Universidade Metodista de Piracicaba - SP
  • Alex Harley Crisp Universidade Metodista de Piracicaba - SP
  • Carolina Gabriela Reis Barbosa Universidade Metodista de Piracicaba - SP
  • Anna Gabriela Silva Vilela Ribeiro Universidade Metodista de Piracicaba - SP
  • Matheus Valério Almeida Oliveira Universidade Metodista de Piracicaba - SP
  • Edson Fernando da Silva Vilela Universidade Metodista de Piracicaba - SP
  • José Jonas de Oliveira Universidade Metodista de Piracicaba - SP
  • Rozangela Verlengia Universidade Metodista de Piracicaba - SP

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v28i4.12555

Resumo

A avaliação da força de preensão palmar é considerada um indicador simples, de baixo custo e que pode ser utilizada como um marcador de saúde geral de pessoas atendidas pela atenção básica. O presente estudo tem como objetivo analisar a associação entre os índices de obesidade e hipertensão arterial sistêmica com a força de preensão palmar relativa em mulheres adultas. Foi realizado um estudo transversal com 258 mulheres, com idade entre 18 e 59 anos, usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram avaliadas a pressão arterial de repouso, força de preensão palmar, medidas antropométricas e obtidas informações socioeconômicas. A força de preensão palmar relativa pelo peso corporal (kgf/kg) foi categorizada como baixa (tercil inferior) e normal (tercil intermediário e superior). Análise de regressão logística múltipla usando a classificação de baixa força muscular como variável dependente, foi utilizada para verificar a relação com as variáveis de obesidade e hipertensão arterial. A prevalência de obesidade (IMC ? 30 kg/m2), obesidade abdominal (circunferência de cintura ? 88 cm), níveis pressóricos alto em repouso (? 130/80 mmHg) e uso de medicamento anti-hipertensivo foi de 58,9%, 58,5%, 42,2% e 32,6%, respectivamente. Foi observado associação positiva entre obesidade (OR: 9,36 [IC 95%: 3,07 - 28,51]) e obesidade abdominal (OR: 21,75 [IC 95%: 4,90 - 96,43]) com baixa força muscular relativa, após ajustes de idade e fatores socioeconômicos. Mulheres que apresentavam níveis pressóricos alto em repouso tiveram 2,02 (IC 95% 1,03; 3,96) vezes mais chances de ter baixa força muscular relativa, independentemente da idade, fatores socioeconômicos e obesidade. Em adição, mulheres que utilizavam anti-hipertensivos apresentaram 2,77 (IC 95%: 1,42; 5,41) vezes mais chances de ter baixa força muscular relativa. Em conclusão, mulheres adultas que possuem maiores índices de obesidade, pressão arterial em repouso e que usam anti-hipertensivo tendem apresentar baixa força de preensão palmar relativa.

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Biografia do Autor

Dhiony Lisboa Rocha Tenório, Universidade Metodista de Piracicaba - SP

Pós Graduação em Ciências do Movimento Humano -CMH

Alex Harley Crisp, Universidade Metodista de Piracicaba - SP

Pós Graduação em Ciências do Movimento Humano -CMH

Carolina Gabriela Reis Barbosa, Universidade Metodista de Piracicaba - SP

Pós Graduação em Ciências do Movimento Humano -CMH

Anna Gabriela Silva Vilela Ribeiro, Universidade Metodista de Piracicaba - SP

Pós Graduação em Ciências do Movimento Humano -CMH

Matheus Valério Almeida Oliveira, Universidade Metodista de Piracicaba - SP

Pós Graduação em Ciências do Movimento Humano -CMH

Edson Fernando da Silva Vilela, Universidade Metodista de Piracicaba - SP

Pós Graduação em Ciências do Movimento Humano -CMH

José Jonas de Oliveira, Universidade Metodista de Piracicaba - SP

Pós Graduação em Ciências do Movimento Humano -CMH

Rozangela Verlengia, Universidade Metodista de Piracicaba - SP

Pós Graduação em Ciências do Movimento Humano -CMH

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Publicado

2021-08-31

Edição

Seção

Artigo Original