INDICADORES DE APTIDÃO FÍSICA ASSOCIADOS À HIPERTENSÃO EM MULHERES IDOSAS: UMA ANÁLISE TRANSVERSAL
Aptidão física e hipertensão arterial em idosas
Resumen
Objetivo: Analisar a associação entre indicadores de aptidão física com a hipertensão arterial sistêmica (HAS) em mulheres idosas. Métodos: Estudo epidemiológico, transversal, conduzido com 112 idosas participantes dos grupos operativos de fisioterapia de Governador Valadares, Minas Gerais, Brasil. O desempenho funcional foi verificado pelos seguintes testes de aptidão física: levantar e sentar da cadeira (LSC); flexão do antebraço (FA); levantar, caminhar e sentar (LCS); sentar e alcançar o pé; e alcançar atrás das costas. O diagnóstico da HAS foi autorreferido. Nas análises comparativas, foi utilizado o teste t de Student para as distribuições normais e o teste U de Mann-Whitney para as distribuições não normais, averiguadas por meio do teste de Kolmogorov-Smirnov; enquanto as associações foram averiguadas a partir de modelos múltiplos da regressão de Poisson, com estimador de variâncias robusrta, pelas quais forma calculadas as Razões de Prevalência (RP) e seus respectivos Intervalos de Confiança (IC) de 95%. Resultados: Averiguou-se que a prevalência de HAS foi de 71,40%. Ademais, verificou-se que as idosas hipertensas apresentaram pior desempenho nos testes LSC (p = 0,016), na FA (p = 0,022) e no LCS (p = 0,025) quando comparadas às normotensas. Observou-se, também, que a cada repetição a mais nos testes de LSC e FA atenuou em 3% (RP: 0,97; IC95%: 0,94-0,99) a probabilidade para a HAS; e que cada segundo a mais despendido para LCS aumentou em 2% (RP: 1,02; IC95%: 1,01- 1,03) a probabilidade para o desfecho. Conclusão: Verificou-se que o teste de LSC e de FA estiveram negativamente associados com a hipertensão, enquanto o teste de LCS apresentou uma associação positiva com o desfecho.