ESTUDOS SOCIOCULTURAIS: UM OLHAR PARA OS GRUPOS DE PESQUISA DO BRASIL

Autores

  • Beatriz Dittrich Schmitt Universidade Federal de Santa Catarina.
  • Giandra Anceski Bataglion Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
  • Janice Zarpellon Mazo Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v28i2.10623

Palavras-chave:

Educação a distância, Percepção, Evasão, Metodologia de ensino

Resumo

O objetivo foi identificar e caracterizar os Grupos de Pesquisa em Estudos Socioculturais cadastrados no Diretório do Grupos de Pesquisa do Brasil (DGPB). Trata-se de uma pesquisa documental a partir de dados disponíveis no DGPB e na Plataforma Lattes. Foram coletadas informações sobre: localização, instituição de ensino superior, recursos humanos, linhas de pesquisa, líderes e o ano de formação dos grupos. Os dados foram armazenados no programa Microsoft Excel E para a análise, utilizou-se estatística descritiva. Identificaram-se 24 Grupos de Pesquisa em Estudos Socioculturais cadastrados no DGPB (21 vinculados a instituições federais ou estaduais e três a instituições privadas). Os grupos estão localizados em todas as regiões do país, majoritariamente no Sudeste (n=11), Sul (n=5) e Nordeste (n=5). No item “recursos humanos”, foram encontrados no total 675 integrantes: 215 pesquisadores, 252 estudantes, sete técnicos, seis estrangeiros e 195 egressos. Estes grupos apresentam de uma a oito linhas de pesquisa, sendo que a maioria se constitui por até duas linhas de pesquisa (n=9), enquanto outros grupos oscilam de três a quatro linhas de pesquisa (n=7) e de cinco a seis linhas de pesquisa (n=7). Cada grupo é coordenado por um líder (n=11) ou dois líderes (n=13), dos quais 34 são doutores e dois são mestres. Desde a fundação do primeiro grupo, foram publicados 2.161 trabalhos científicos, havendo prevalência de artigos científicos. Os grupos localizados foram cadastrados no DGPB a partir do ano de 1996. Contudo, foi a partir da década de 2000 que se intensificou a criação dos grupos de pesquisa na área, sendo o último grupo cadastrado no DGPB no ano de 2018. Os grupos de pesquisa, situados em distintas áreas do conhecimento, com predomínio da Educação Física (n=9), se circunscrevem como imperativos para a construção e a consolidação do campo dos estudos socioculturais no Brasil.

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Biografia do Autor

Beatriz Dittrich Schmitt, Universidade Federal de Santa Catarina.

Graduação em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mestrado em Educação Física pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Doutorado em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Professora no curso de Educação Física da Universidade Federal de Santa Catarina. Professora no curso de Educação Física da Faculdade Estácio de Santa Catarina. Atuou como pesquisadora do Núcleo de Estudos em História do Esporte e da Educação Física/NEHME/UFRGS/CNPq e do Observatório do Esporte Paralímpico/UFRGS.

Giandra Anceski Bataglion, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Graduação em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mestrado em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Doutoranda em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Pesquisadora do Núcleo de Estudos em História do Esporte e da Educação Física/NEHME/UFRGS/CNPq e do Observatório do Esporte Paralímpico/UFRGS.

Janice Zarpellon Mazo, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Doutora em Ciências do Desporto pela Universidade do Porto (Portugal). Professora da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança da UFRGS. Professora do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu em Ciências do Movimento Humano da UFRGS. Líder do Núcleo de Estudos em História do Esporte e da Educação Física/NEHME/UFRGS/CNPq. Coordenadora do Observatório do Esporte Paralímpico/UFRGS.

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Publicado

2020-08-10

Edição

Seção

Artigo Original