IMPACTO DO EXERCÍCIO FÍSICO NO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
DOI:
https://doi.org/10.31501/rbcm.v28i2.10624Resumo
Introdução: o transtorno do espectro autista, por vezes denominado como transtornos invasivos do desenvolvimento, apresenta características clínicas centrais que incluem déficits qualitativos na interação social e na comunicação, padrões de comportamento repetitivos e estereotipados e um repertório limitado de interesses e atividades. Esse transtorno geralmente está associado ao transtorno do desenvolvimento da coordenação. Objetivo: verificar evidências científicas do impacto do exercício físico no tratamento do indivíduo portador do transtorno do espectro autista, inclusive quanto à coordenação motora e desenvolvimento cognitivo. Métodos: foram realizadas buscas nas bases de dados PUBMED, LILACS, SciELO e PEDro sem restrição de idiomas ou localização e tempo até maio de 2019. A pesquisa foi realizada na base de dados com descritores selecionados a partir do dicionário descritores em ciências da saúde (decs) medical subject heading terms (mesh) [(autistic disorder) and (asperger syndrome) and (exercise) and (cognition)], tendo como critério de inclusão o fato de t ratarem-se de estudos com o uso de exercício físico. Foi verificada a qualidade metodológica dos artigos incluídos através do protocolo modificado de pithon. Resultados: foram identificados 655 artigos, dos quais somente 7 cumpriram os critérios de inclusão estabelecidos. Cada um dos estudos retratou abordagens distintas dos exercícios físicos, sendo aeróbios, de força, aquáticos, ou com uso de tecnologias. A quantidade e duração das sessões dos exercícios variaram de estudo para estudo. Conclusão: os programas de exercícios físicos trazem benefícios em diversos aspectos dos pacientes. Os programas de exercícios no meio aquático aparentemente se mostraram os mais eficazes. Abre-se, assim, uma lacuna na literatura para novos estudos que busquem explicações para esses resultados.