PAIDEIA: A BASE CULTURAL DO DESPORTO - DOI: http://dx.doi.org/10.18511/0103-1716/rbcm.v22n1p175-180

Autores

  • Alberto de Oliveira Monteiro Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • José Cicero Moraes Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Eduardo Klein Carmona Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v22i1.4365

Resumo

Neste texto buscamos trazer uma reflexão acerca de um elemento sócio-histórico-cultural capaz de representar todos ou quase todos os povos, nações e países do planeta: o desporto. Valemo-nos da filosofia da Paideia Antiga e de personagens míticos para percorrer a história do desporto e, ainda, paralelamente, da humanidade, visto que o próprio desporto é uma construção essencialmente humana. Ao mesmo tempo em que tentamos resgatar alguns dos temas mais valiosos e que deram origem e sentido a sua prática, buscamos trazê-los para a atualidade, pois, além de relembrar e mostrar sua importância cultural e histórica, a substância filosófica, pedagógica e axiológica faz-se necessária para compreender a Beleza do fenômeno desportivo. Cabe ressaltar que entendemos e tratamos o desporto como um sistema de códigos e de símbolos que tem muitas coisas implícitas as quais são necessárias investigar, lembrar e resgatar, apresentando aquilo que no desporto transcende as aparências e é motivo de valor, de nobreza, de beleza e, como os antigos queriam, de reflexão e contemplação. O desporto se nutre do agon, que é o seu mais importante agente pedagógico, o qual se torna presente na competição e que deve ser motivo de reflexões mais profundas. O local de competição ou disputas é entendido como sagrado e como lar ancestral da diversidade das manifestações humanas, onde vemos ou realizamos, por exemplo, uma ação desportiva que nos causa assombro e que nos desperta a alma, e desta forma atingimos o Kalos. A consciência pedagógica aconselha que diante da vitória e da derrota devemos adotar uma atitude de simplicidade e de serenidade, para assim haver aprendizado com e no desporto. Devemos entender o talento desportivo enquanto uma dádiva a luz da aretê: a fórmula divina que nos deixa apaixonados pela vida. A realização dos talentos nos eleva e dignifica, conforme a eterna Paideia.

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Biografia do Autor

Alberto de Oliveira Monteiro, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Departamento de Educação Física.

José Cicero Moraes, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Departamento de Educação Física.

Eduardo Klein Carmona, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Departamento de Educação Física.

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Publicado

2014-02-05

Edição

Seção

Ponto de Vista