Independência do Banco Central

José A. Rodrigues-Neto, Rogério Mazali

Resumo


Apresenta-se um modelo estilizado, em que o banco central, o atual governo e o eleitor mediano interagem estratégica e repetidamente. No caso de independência total, o banco central sempre consegue implementar um equilíbrio em que a política monetária é austera e benéfica a longo prazo. Em contrapartida, no caso em que o banco central dispõe apenas de autonomia operacional, uma população suficientemente impaciente pode impor um equilíbrio perverso, no qual o governo e o banco central coordenam suas ações de forma a conduzir uma política econômica que induz um aquecimento econômico de curto prazo às custas de maior inflação e desemprego a longo prazo.

Palavras-chave


política monetária, inflação, independência, banco central.

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