O PAPEL DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA NA DIFUSÃO DA CULTURA DA PACIFICAÇÃO NO BRASIL DOI: http://dx.doi.org/10.18839/2359-5299/repats.v2n1p155-183

Autores/as

  • Cláudia José Batista Centro Universitário de Anápolis/GO – UniEvangélica
  • Luiz Fernando Oliveira Centro Universitário de Anápolis (UniEvangélica)
  • Antônio de Moura Borges Universidade Católica de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.18839/2359-5299/REPATS.V2N1P155-183

Resumen

O presente trabalho tem como finalidade refletir acerca das formas de se conceber o conflito, dos problemas gerados a partir de uma assimilação distorcida e imatura do mesmo, e das providências adotadas pelo Conselho Nacional de Justiça com o objetivo de que a sociedade brasileira repense sua forma de encarar suas controvérsias, algo que é subjacente à condição humana. O texto enfatiza os agravantes de uma concepção negativa do conflito, consequência de uma cultura tradicionalmente litigiosa e focada na disputa. Tal percepção repercute, também de forma negativa, em todas as esferas da sociedade, dando-se um destaque especial para o Poder Judiciário no Brasil. Esse Poder sofre com o acúmulo de processos, muitos dos quais provavelmente inexistiriam, caso prevalecesse entre os inter-relacionamentos sociais uma cultura pacificadora.  O trabalho foi dividido em três partes. Num primeiro momento, apresenta definições acerca do conflito e expõe um breve histórico sobre as formas de as sociedades conceberem e solucionarem seus dissensos, desde as mais remotas civilizações até a sociedade contemporânea brasileira. Faz, ainda, uma breve análise da situação atual do Poder Judiciário no Brasil e expõe a dificuldade dos cidadãos no que tange a um efetivo acesso à justiça. Através da exposição de pensamentos de alguns autores e operadores do Direito, sugere a prática de formas pacificadoras na resolução de conflitos. Em sua segunda parte, o texto disserta sobre o Conselho Nacional de Justiça, órgão criado com a Emenda Constitucional nº 45, de 2005, pormenorizando sua estrutura e atribuições. Salienta, também, o papel do órgão na promoção e na instauração, perante a sociedade e o sistema judiciário brasileiro, das formas alternativas de resolução de conflitos, como a mediação, a conciliação e a arbitragem. Por fim, em sua terceira parte, o artigo especifica as formas como o CNJ trabalha em função de uma justiça participativa e conciliativa, ressaltando, inclusive, sua busca por parcerias junto a instituições como escolas, empresas, OAB e Ministério Público, com o objetivo de enraizar na sociedade uma cultura de paz, em substituição à do litígio, ainda prevalecente. Através do método dedutivo, por meio de pesquisas bibliográficas e análise de fatos atuais, o trabalho apresenta o entendimento de vários autores e atuantes do Direito a respeito do tema proposto. Evidencia, também, insistentemente, o empenho do CNJ na difusão de condutas conciliativas em toda a sociedade, antes mesmo de ser instaurada a demanda judicial, bem como reconhece os crescentes e louváveis efeitos do esforço do referido órgão pela prática da pacificação.  

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Biografía del autor/a

Cláudia José Batista, Centro Universitário de Anápolis/GO – UniEvangélica

Licenciada em Letras pela Universidade Estadual de Goiás. Pós-graduanda em Direito Civil e Processual Civil pelo Centro Universitário de Anápolis/GO – UniEvangélica. Servidora do quadro efetivo do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás. Professora do quadro efetivo da Secretaria de Estado da Educação em Goiás.

Antônio de Moura Borges, Universidade Católica de Brasília

ossui graduação em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (1979), mestrado em Direito pela Southern Methodist University School of Law - Dallas, Estados Unidos da América (1980), doutorado em Direito pela Universidade de São Paulo (1991) e pós-doutorado em Direito por Georgetown University Law Center - Washington, DC, Estados Unidos da América (2004) e pela Universidad Complutense de Madrid. Atualmente é professor adjunto da Universidade Católica de Brasília - UCB - no programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito, na linha de Pesquisa Direito, Estado, Tributação e Desenvolvimento; também professor adjunto, nível 4, da Universidade de Brasília - UnB e procurador de categoria especial da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

Publicado

2015-08-15

Número

Sección

Artigos