Tratamento farmacológico da enurese noturna na infância: uma revisão de literatura.

Guilherme Medeiros de Souza, Kelma Luana Abreu de Siqueira, Ana Cristina Peixoto dos Santos Neves, Ana Rosa Costa Melo, Laércio Maciel Scalco, Monique Gomes da Silva Scalco

Resumo


Introdução: A enurese noturna na criança é uma doença de alta prevalência e capaz de gerar distúrbios que perduram na vida adulta. Entre as alterações psicossociais geradas, destacam-se a baixa autoestima, a dificuldade para desenvolver relações sociais e outros distúrbios psicológicos mais graves.

Objetivo: Estudar as opções terapêuticas disponíveis, determinar o melhor momento para se optar por cada uma delas e listar os seus resultados.

Método: Foram consultados diversos artigos publicados nos últimos anos em revistas disponíveis pelo sistema CAPES. Os textos de maior relevância foram comparados e selecionados.

Discussão: A abordagem inicial começa com uma história clínica detalhada, envolvendo outros sistemas além do urinário a fim de se investigar distúrbios neurológicos e diabetes mellitus, por exemplo. A terapia motivacional deve ser instituída precocemente. O alarme de urina deverá ser considerado em todas as crianças, principalmente aquelas com pais motivados. O uso de medicamentos está indicado para pacientes resistentes ao tratamento psicológico. Os medicamentos estudados são o Acetato de Desmopressina, a Imipramina, e as drogas anticolinérgicas Oxibutinina, Tolterodina e Propiverina.

Conclusão: As crianças com enurese noturna muitas vezes apresentam outros distúrbios metabólicos, comportamentais ou psicológicos, necessitando assim de intervenção multidisciplinar. A resposta ao tratamento fisioterapêutico demonstrou uma maior efetividade no controle da enurese noturna, porém pela dificuldade de acesso a esse tipo de tratamento e a própria adesão da criança e da família serem menores neste caso, o tratamento farmacológico tem se mostrado de grande importância no manejo desses pacientes. A melhor conduta é a abordagem precoce com a adoção de medidas comportamentais, como evitar a ingesta excessiva de líquidos logo antes de dormir. Havendo a necessidade poderá ser proposto tratamento psicológico, medicamentoso e ainda fisioterapêutico.


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