Tratamento farmacológico da enurese noturna na infância: uma revisão de literatura.
Palabras clave:
Podcast, mídia comercial, A Cultura da Convergência, produção amadoraResumen
Introdução: A enurese noturna na criança é uma doença de alta prevalência e capaz de gerar distúrbios que perduram na vida adulta. Entre as alterações psicossociais geradas, destacam-se a baixa autoestima, a dificuldade para desenvolver relações sociais e outros distúrbios psicológicos mais graves.
Objetivo: Estudar as opções terapêuticas disponíveis, determinar o melhor momento para se optar por cada uma delas e listar os seus resultados.
Método: Foram consultados diversos artigos publicados nos últimos anos em revistas disponíveis pelo sistema CAPES. Os textos de maior relevância foram comparados e selecionados.
Discussão: A abordagem inicial começa com uma história clínica detalhada, envolvendo outros sistemas além do urinário a fim de se investigar distúrbios neurológicos e diabetes mellitus, por exemplo. A terapia motivacional deve ser instituída precocemente. O alarme de urina deverá ser considerado em todas as crianças, principalmente aquelas com pais motivados. O uso de medicamentos está indicado para pacientes resistentes ao tratamento psicológico. Os medicamentos estudados são o Acetato de Desmopressina, a Imipramina, e as drogas anticolinérgicas Oxibutinina, Tolterodina e Propiverina.
Conclusão: As crianças com enurese noturna muitas vezes apresentam outros distúrbios metabólicos, comportamentais ou psicológicos, necessitando assim de intervenção multidisciplinar. A resposta ao tratamento fisioterapêutico demonstrou uma maior efetividade no controle da enurese noturna, porém pela dificuldade de acesso a esse tipo de tratamento e a própria adesão da criança e da família serem menores neste caso, o tratamento farmacológico tem se mostrado de grande importância no manejo desses pacientes. A melhor conduta é a abordagem precoce com a adoção de medidas comportamentais, como evitar a ingesta excessiva de líquidos logo antes de dormir. Havendo a necessidade poderá ser proposto tratamento psicológico, medicamentoso e ainda fisioterapêutico.