Hepatite B Ccongênita: uma revisão

Izabela Rodrigues Figueiredo, Ana Raquel Souza Azevedo, Larissa Araújo Dutra Carvalho, Ana Raquel Nascimento Lawall, Monique Almeida Vaz, Felipe Rocha Silva, Bruna Evellyn Lima Alves, Fernanda Salustiano Costa Rocha, Carlos Henrique Roriz Rocha

Resumo


A hepatite B congênita é uma afecção causada por um vírus com tropismo pelo fígado a qual é adquirida pelo feto em meio intrauterino, através da passagem transplacentária. O vírus da hepatite B (VHB) é o principal agente causal de hepatopatia crônica no mundo.  Estima-se que existam 400 milhões de portadores do VHB e que 15 a 40% desses falecem anualmente de doenças hepáticas relacionadas à ação do vírus. A principal via de transmissão se dá pela exposição perinatal ao sangue materno, sendo que recém-nascidos de mães portadoras da doença com o vírus circulante possuem risco de 70-90% de se infectarem no período perinatal.Já a hepatite B congênita, corresponde a 5-10% dos casos, sendo que o risco de infecção fetal aumenta com a evolução da gestação. É de extrema importância a triagem sorológica para identificação de gestantes infectadas. A prevenção da transmissão mãe-filho é feita por meio da imunoprofilaxia, com vacina contra o VHB e imunoglobulina hiperimune para hepatite B (IGHB), quando necessário. Sem a imunoprofilaxia, mais de 90% dos infantes infectados por suas mães HBeAg/HBsAg se tornarão pacientes crônicos. O Ministério da Saúde recomenda que todos os recém-nascidos devem ser vacinados nas primeiras vinte e quatro horas de vida, uma vez que a vacinação contra a hepatite B nesse intervalo é altamente eficaz na prevenção da transmissão vertical do vírus. Para recém-nascidos de mães HBsAg positivo, deve-se administrar além da vacina, imunoglobulina humana específica (HBIG 0,5ml), preferencialmente nas primeiras doze horas e no máximo até sete dias após o nascimento. É de extrema importância que a identificação da doença e o manejo da mãe e do feto infectados sejam realizados de forma adequada a fim de se diminuir esta forma de infecção pelo VHB, que ainda representa grande impacto no território brasileiro. 


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