Hemicoreia – hemibalismo secundário a estado hiperosmolar não cetótico
Keywords:
Planejamento, globalização, crise de Comunicação, transformações sociaisAbstract
Os movimentos involuntários tipo balismo e coreia que ocorrem secundários a estados hiperglicêmicos não cetóticos e que são confirmados com alterações cerebrais detectadas nos exames de imagem como tomografia e ressonância magnética são descritos na literatura médica como complicação pouco frequente do Diabetes Mellitus. O objetivo deste trabalho é descrever um caso clínico de distúrbio do movimento com apresentação de movimentos extrapiramidais secundários a estado hiperosmolar não cetótico e fazer breve revisão de literatura. O relato de caso é uma paciente com diagnóstico de diabetes mellitus um mês antes da internação, apresentando glicemias elevadas acima de 500mg/dl e que evoluiu com movimentos involuntários tipo hemicoreia-hemibalismo à esquerda, e estes cessavam durante o sono. A tomografia de crânio revelou área hiperdensa em topografia de núcleos da base à direita. Mesmo com normalização dos níveis glicêmicos (abaixo de 125mg/dl para glicemias de jejum e abaixo de 200mg/dl para as pós-prandiais), obtida com uso de hipoglicemiantes orais e insulinoterapia subcutânea após vinte dias, houve manutenção dos movimentos de hemicoréia-hemibalismo, sendo necessário manejo com diversas drogas psicotrópicas como neurolépticos, anticonvulsivantes e benzodiazepínicos. No seguimento ambulatorial após a alta hospitalar, a paciente apresentou melhora parcial dos movimentos hipercinéticos e o controle de imagem com tomografia computadorizada de crânio, um mês após a alta, mostrou pequena redução da área de hiperdensidade prévia. A importância deste relato está na apresentação atípica, com a complicação de hemicoréia-hemibalismo ocorrendo próximo ao diagnóstico de Diabetes Melitus, e no difícil manejo terapêutico sem melhora do quadro mesmo após o controle glicêmico e o uso dos diversos medicamentos preconizados.