Qual é o nível de concordância entre Biópsia Líquida e Biópsia Tecidual como fonte de material biológico para a detecção de mutações no gene EGFR em pacientes com câncer de pulmão?
Palabras clave:
Juventude. Comunidade. Sociabilidades. Amizade. InternetResumen
RESUMO
Introdução: A biópsia tecidual é o padrão-ouro para detectar mutações no DNA do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) no câncer de pulmão, mas a proximidade do câncer com uma artéria ou órgão importante acaba tornando-a inviável. Assim, uma abordagem alternativa não invasiva segundo estudos é a biópsia líquida.
Objetivo: Avaliar a concordância na detecção de mutações no EGFR em câncer de pulmão de não pequenas células (NSCLC) com base em biópsia líquida e tecidual.
Metodologia: Revisão sistemática da literatura com referências publicadas na língua inglesa entre os anos de 2010 a 2017.
Resultados: A taxa de concordância entre os resultados obtidos a partir de biópsias teciduais e líquidas foi bastante variável (17,17 para 97,9%), assim como a variabilidade dos métodos utilizados para a detecção da mutação e o tempo para se obter as amostras. Ademais, as amostras de biópsia líquida e tecidual foram coletadas em vários estágios de progressão da doença. Ao avaliar a doença em estágio avançado, o Scorpion-ARMS mostrou ser a mais eficaz entre os métodos de detecção, com uma taxa de concordância de cerca de 97,9%.
Conclusão: As mutações somáticas no EGFR são um dos principais determinantes da resposta clínica ao tratamento com inibidores de tirosina quinase em pacientes com NSCLC. O uso de ctDNA baseado sobretudo no sangue para análise da mutação EGFR provou ser viável, mas enquanto não haver um consenso quanto ao método de detecção a ser utilizado, a biópsia líquida não pode ser utilizada na prática clínica rotineira.
Palavras-chave: circulação de DNA, circulação de DNA tumoral, DNA livre de células, biópsia líquida, câncer de pulmão, EGFR