Pé de Charcot: Relato de caso, consequências da demora do diagnóstico.
Palabras clave:
displays, mídias digitais, tecnologias da comunicação.Resumen
O "pé de Charcot" é uma neuro-osteoartropatia precipitada pela neuropatia autonômica, ocasionada pela perda da regulação das comunicações arteriovenosas, provocando destruição não infecciosa do osso e das articulações dos pés e dos tornozelos, sendo uma evolução grave de uma das complicações mais frenquentes e temidas do Diabetes Mellitus (DM), o pé diabético. É relatado o caso de uma paciente de 21 anos, portadora de DM tipo 1 há 11 anos, bem orientada com relação a doença. No entanto, a despeito do acompanhamento e controle, com as glicemias adequadas, mantinha uma glicohemoglobina elevada. Iniciou quadro álgico em membros inferiores e em região lombar, evoluindo no ano seguinte com dor lancinante e sinais flogísticos em membro inferior direito. Foi solicitado ultrassonografia venosa com doppler, ressonância magnética e cintilografia óssea dos membros inferiores. Com os resultados apresentados nos exames de imagem, solicitou-se tomografia axial computadorizada do pé direito, na qual evidenciou-se fraturas, irregularidades em superfície articular, subluxações, derrame de articulações e borramento de paredes moles, evidenciando o diagnóstico dessa neuro-osteoartropatia. Contudo, não obstante ao quadro clínico grave e de evolução geralmente rápida, o "pé de Charcot" depende de ações de saúde paradoxalmente simples para sua prevenção e controle, que estão subordinadas, fundamentalmente, a educação e a interação multidisciplinar. Dessa forma, este artigo visa ressaltar a importância do diagnóstico precoce, não realizado no caso relatado, para que as intervenções adequadas sejam realizadas de modo a minimizar os efeitos dessa complicação, reduzindo a morbilidade desta doença.