Um gesto, um ato, uma atitude, uma relação e uma candidatura como fundamentos de uma profissão

Autores/as

  • José M. D. Poças Especialista em Medicina Interna e Doenças infeciosas, Chefe de Serviço da Carreira Médica Hospitalar e Diretor de Serviço de um Centro Hospitalar Público Português

Resumen

(“É muito mais importante conhecer que doente é que tem a doença, do que saber a doença que o doente tem”, William Osler, médico canadiano, 1849-1919)

A dicotomia entre a tecnologia e o humanismo não deve supor a anulação de qualquer uma destas duas realidades, não só por razões de natureza ética, clínica e de gestão, mas também por razões pedagógicas relacionadas com as necessidades formativas das novas gerações de médicos. Este é o desafio consequente à reflexão que pretendo fazer neste artigo, na suposição de que as virtualidades da semiologia clínica, do respeito pela ética e da empatia na prática dos cuidados de saúde não são apenas do passado, mas fazem antes parte indissociável do ato médico e da relação médico-doente do presente, devendo assim permanecer para todo o sempre, porque o exercício da atividade médica tem como único verdadeiro protagonista o Ser Humano na sua globalidade e diversidade (1-3).

Gerd Leonard, um famoso e reconhecido futurólogo afirmou num dos seus livros o seguinte: “… o meu objetivo … é ampliar e acelerar o debate sobre como garantir que orientamos, aproveitamos e controlamos os desenvolvimentos da ciência e da tecnologia para que cumpram o seu primeiro objetivo, ou seja, servir a Humanidade e promover a prosperidade humana… A tecnologia não tem qualquer ética, pelo que a sua intrusão iminente na vida privada e nos processos biológicos deve ser negociada como uma prioridade a nível cívico … Como podemos proteger as mais profundas formas de felicidade como a empatia, a compaixão ou a consciência…?”.

Este é pois um contributo com um forte cunho pessoal para esta mesma causa que pretendo deixar à consideração dos meus leitores, sejam eles profissionais de saúde, doentes ou meros cidadãos anónimos. (4).

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Biografía del autor/a

José M. D. Poças, Especialista em Medicina Interna e Doenças infeciosas, Chefe de Serviço da Carreira Médica Hospitalar e Diretor de Serviço de um Centro Hospitalar Público Português

Chefe de Serviço da Carreira Médica Hospitalar e Diretor de Serviço de um Centro Hospitalar Público Português

Publicado

2018-06-07

Cómo citar

Poças, J. M. D. (2018). Um gesto, um ato, uma atitude, uma relação e uma candidatura como fundamentos de uma profissão. Revista De Medicina E Saúde De Brasília, 7(1). Recuperado a partir de https://portalrevistas.ucb.br/index.php/rmsbr/article/view/9519