A JUDICIALIZAÇÃO DA FAMÍLIA DOI: http://dx.doi.org/10.18840/1980-8860/rvmd.v4n2p423-479
DOI:
https://doi.org/10.31501/rvmd.v4i2.2546Resumen
Este trabalho parte da reflexão sobre a possibilidade de uma mudança de direção na atuação os profissionais do Direito em sua atividade profissional na prática jurídica familiar frente ao comportamento de pais que transformam a sua separação em litígios intermináveis. Também se promoveu o estudo sobre as formas de acesso ao Poder Judiciário, já que se verifica a possibilidade de exacerbação em sua utilização, levando a uma judicialização da família. Surge então como sugestão a uma melhoria na composição dos conflitos a utilização da mediação familiar. Através do manuseio de ações judiciais os adultos podem dar vazão, como questão de fundo, ao desejo de vingar. Consolidando os litígios judiciais e emocionais, envolvem cada vez mais o ex-par e os filhos. Assim, abre-se espaço nesta pesquisa para analisar as melhorias que a mediação familiar poderá imprimir neste processo através de motivações dialógicas entre os genitores, minorando atos de revanche e a sua repercussão na vida dos filhos. O profissional do Direito poderá ampliar a sua atuação através do exercício da mediação em conflitos familiares, como se propõe no trabalho. Pretende-se desta forma que as decisões judiciais sejam medidas efetivas não apenas à satisfação da atividade jurisdicional, mas da real função de composição dos conflitos.
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