PAISAGEM SONORA: ESCUTA IMAGINATIVA DA ESCOLA DE MÚSICA DE BRASÍLIA
Resumen
Este artigo propõe uma leitura da Escola de Música de Brasília a partir da “escuta imaginativa” de recorte da sua paisagem sonora. Nosso objetivo é investigar aspectos da instituição – apontada pelo Portal MEC (2022) como uma das mais relevantes da América Latina – sob a ótica da musicista Camila Becker, a partir de uma entrevista ocorrida após a exibição de soundscape gravada no interior da instituição. Para a realização da pesquisa, adotamos uma postura investigativa do cartográfica proposta por Deleuze e Guattari, como uma atitude que prepara para o acolhimento do inesperado”, com abordagem de Virgínia Kastrup (2009) e Suely Rolnik (1989). De igual modo, Murray Schafer (2011) e John Cage (2019) sustentam a ideia de paisagem sonora. Essa caminhada sugere a necessidade de invocar um voo imaginativo, de Katharine Norman (1996) e Hildegard Westerkamp (2002), ao longo da composição de uma paisagem sonora. Verifica-se com esse estudo que a liberdade e as trocas de conhecimento nos corredores da EMB interferem em processos criativos de agentes, por meio da configuração de espaços democráticos desde a fundação da escola, durante o regime militar.
