Poder e violência no audiovisual brasileiro: entre o desejo e o controle do corpo queer em Bixa Travesty

Autores/as

  • Hiel Levi Briglia Sousa de Albuquerque Universidade de Brasília

Resumen

O artigo propõe uma análise do documentário Bixa Travesty (2019), protagonizado por Linn da Quebrada, com foco nas formas como raça, classe, gênero e travestilidade são tensionados pela artista a partir de sua trajetória e performance. A investigação parte da compreensão de que a arte dela atua como ferramenta de denúncia e resistência, sobretudo em contextos de marginalização e violência estrutural contra pessoas trans e travestis no Brasil. Por meio da articulação entre cenas do filme, canções, performances e referências teóricas, o trabalho destaca como a artista constrói uma narrativa periférica e afetiva, que desafia normas cisheteronormativas e ressignifica discursos contra identidades como a dela. Entre os principais resultados, percebe-se que a arte travesti se mostra uma ferramenta poderosa na produção de conhecimento e afirmação política, promovendo mudanças simbólicas e subjetivas em um contexto marcado pela exclusão histórica.

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Publicado

2025-12-16

Cómo citar

Briglia Sousa de Albuquerque, H. L. (2025). Poder e violência no audiovisual brasileiro: entre o desejo e o controle do corpo queer em Bixa Travesty. Anais Do Interprogramas Secomunica, 9, 52–67. Recuperado a partir de https://portalrevistas.ucb.br/index.php/AIS/article/view/15876

Número

Sección

Artigos