Poder e violência no audiovisual brasileiro: entre o desejo e o controle do corpo queer em Bixa Travesty
Resumen
O artigo propõe uma análise do documentário Bixa Travesty (2019), protagonizado por Linn da Quebrada, com foco nas formas como raça, classe, gênero e travestilidade são tensionados pela artista a partir de sua trajetória e performance. A investigação parte da compreensão de que a arte dela atua como ferramenta de denúncia e resistência, sobretudo em contextos de marginalização e violência estrutural contra pessoas trans e travestis no Brasil. Por meio da articulação entre cenas do filme, canções, performances e referências teóricas, o trabalho destaca como a artista constrói uma narrativa periférica e afetiva, que desafia normas cisheteronormativas e ressignifica discursos contra identidades como a dela. Entre os principais resultados, percebe-se que a arte travesti se mostra uma ferramenta poderosa na produção de conhecimento e afirmação política, promovendo mudanças simbólicas e subjetivas em um contexto marcado pela exclusão histórica.
