Estado Novo brasileiro e português unidos na repressão e censura à imprensa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31501/esf.v3i34.15777

Resumo

Na década de 1930 vão emergir, em Portugal e Brasil, dois regimes ditatoriais cunhados com a mesma designação, Estado Novo, cujos líderes, Salazar e Getúlio Vargas, vão usar, sem escrúpulos nem limites, a força da repressão policial e da censura. Introduzem uma nova Constituição, órgãos de propaganda semelhantes e celebram um acordo bilateral como meio de fortalecimento dos dois regimes. Com base em literatura de referência, o artigo mostra as semelhanças entre os ditadores, que nunca se conheceram, e os seus processos de silenciamento da imprensa.

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Biografia do Autor

João Figueira, CEIS20-Universidade de Coimbra

João Figueira é Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de Coimbra, em cujo Departamento de Filosofia, Comunicação e Informação, da Faculdade de Letras foi professor de Jornalismo, até fevereiro de 2025, altura em que se jubilou.

Investigador integrado no Centro de Estudos Interdisciplinares — CEIS20 Universidade de Coimbra, é ainda investigador associado do Observatório do Populismo do Século XXI e investigador no Observatório da Pesquisa Aplica em Jornalismo no Brasil, membro da Asociación de Historiadores de la Comunicación, além de formador na Associação Literacia para os Média e o Jornalismo.

Autor de vasta bibliografia publicada em Portugal, Brasil, Espanha e Reino Unido, o seu mais recente livro — Da incerteza como princípio: jornalismo, democracia, decadência da verdade (https://labcomca.ubi.pt/da-incerteza-como-principio-jornalismo-democracia-decadencia-da-verdade/ ) — editado em finais de 2023 é aquele onde leva mais longe as suas reflexões e análise sobre as questões contemporâneas da informação.

Anteriormente, já tinha publicado e coordenado vários outros livros, de que salientamos os seguintes títulos: “Os jornais como atores políticos”; “Jornalismo em liberdade”; “O essencial sobre a imprensa portuguesa: 1974-2010”; “15 anos depois: a Imprensa portuguesa de Macau: 1999-2014”; “As fake news e a nova ordem (des)informativa na era da pós-verdade”; e “A corrupção política vista por jornalistas e políticos”.

 "Historia da Mídia e do Jornalismo"; "Democracia, populismos e jornalismo; "Jornalismo e literatura"; e “Comunicação política” são áreas do seu interesse de estudo e pesquisa. Atualmente, está a analisar a censura e os processos de silenciamento à imprensa no Brasil e Portugal, durante o século XX, tema que será objeto do seu próximo livro.

Antes de se ter dedicado, em 2006, em exclusivo à vida académica, foi jornalista durante mais de duas décadas, a maior parte das quais ao serviço do Diário de Notícias, um dos mais importantes e históricos jornais portugueses, onde desempenhou as funções de editor-adjunto ao longo de 14 anos.

Realizou trabalhos jornalísticos nos cinco continentes e conquistou vários prémios e distinções, de que sobressai o Prémio de Reportagem-Imprensa atribuído em 1999, pelo Clube Português de Imprensa, pelo conjunto de reportagens sobre o stress-pós-traumático de guerra. Em outubro de 2024, a equipa de pesquisa aplicada de que é co-coordenador conquistou o Prémio Adelmo Genro Filho, o mais prestigiado prémio académico de jornalismo, no Brasil.

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Publicado

2025-12-23

Como Citar

Figueira, J. (2025). Estado Novo brasileiro e português unidos na repressão e censura à imprensa. Esferas, (34). https://doi.org/10.31501/esf.v3i34.15777