MULHERES ATLETAS OLÍMPICAS BRASILEIRAS: INÍCIO E FINAL DE CARREIRA POR MODALIDADE ESPORTIVA

Authors

  • Gislane Ferreira Melo Universidade Catolica de Brasília
  • Katia Rubio USP

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v25i4.7672

Abstract

Este estudo buscou investigar o contexto e a idade de início e final de carreira das mulheres atletas olímpicas brasileiras, bem como a razão do porquê do encerramento da carreira. Para tanto, participaram da amostra 444 mulheres brasileiras participantes de Jogos Olímpicos até Londres em 2012. Dos relatos de vida, foram retirados dados relacionados aos objetivos deste estudo. Os resultados nos permitem inferir que modalidades como natação, ginástica e tênis o início foi muito precoce, já nos esportes coletivos a idade de início corresponde a fase escolar, quando neste momento o profissional de Educação Física é o principal responsável pela iniciação ao rendimento. Esportes como tiro, arco, boxe e levantamento de peso tem seu início já no final da adolescência. Com relação ao final de carreira, a faixa etária de aposentadoria corresponde com a modalidade, onde aqueles esportes que se começa cedo as idades de aposentadoria são menores. Observou-se também que os motivos principais para a finalização da carreira são: número de lesões, fadiga e cansaço, percepção de que a idade estava atrapalhando, maternidade e casamento e a necessidade de continuar os estudos. Outro fato abordado foi a exclusão da atleta pela comissão técnica, a qual foi mola propulsora para que a atleta não quisesse mais fazer parte daquele meio. A escolha de uma nova profissão e outro fator importante e que, nos apresenta um panorama diferenciado para as atletas olímpicas, já que 50% destas se formaram e hoje, a grande maioria (605) trabalham na área esportiva. Pode-se concluir que cada modalidade tem o momento ideal de início e que, as atletas olímpicas não saíram deste padrão. Quanto ao termino da carreira, este pode não ser programado (lesões, cansaço e fadiga, dispensas da equipe, maternidade, casamento) ou programado (formação acadêmica e profissional, necessidade de novas metas).

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Author Biographies

Gislane Ferreira Melo, Universidade Catolica de Brasília

Possui graduação em Educação Física pela Universidade Federal de Minas Gerais (1991), mestrado em Educação Física pela Universidade Católica de Brasília (2002) e doutorado em Educação Física pela Universidade Católica de Brasília (2008). Especialização em Medicina Desportiva e Marketing Esportivo. Atua como professora permanente do Programa Stricto Sensu em Educação Física e Gerontologia. Pesquisas financiadas por agências de fomento: Transição de carreira de mulheres olímpicas: historias de vida; Gênero, Esporte, Lazer, Saúde e Sociedade; Validação de uma escala de Dispneia para pacientes com DPOC. Ministra aulas de estatística básica e avançada, Psicologia do Esporte, Ética e Metodologia Científica. Diversas consultorias realizadas inclusive junto a ANVISA com o projeto de Educação e do Uso de Medicamentos com a produção de cartilhas.

Katia Rubio, USP

É Professora associada da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo. É bacharel em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero (1983), é psicóloga pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1995). Fez mestrado em Educação Física pela Universidade de São Paulo (1998) e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (2001). Fez pós-doutorado em Psicologia Social na Universidade Autônoma de Barcelona. É coordenadora do Grupo de Estudos Olímpicos (GEO EEFE-USP) e do Centro de Estudos Socioculturais do Movimento Humano (CESC EEFE-USP). Tem 24 livros publicados na área de Psicologia do Esporte e Estudos Olímpicos. É membro da Academia Olímpica Brasileira.

Published

2017-12-05

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