A RELAÇÃO ENTRE A PERCEPÇÃO SUBJETIVA DE ESFORÇO E O FATOR PSICOLÓGICO DURANTE O TESTE DE FORÇA SUBMÁXIMA CEGO
DOI:
https://doi.org/10.31501/rbcm.v32i1.13280Resumen
Para um controle efetivo da intensidade de carga num programa de treinamento, escalas como a percepção subjetiva do esforço (PSE), são ferramentas de grande valia. Para tanto, essa pesquisa teve como objetivo verificar as possíveis diferenças no resultado da PSE, quando da não visualização das cargas de treino, em detrimento da prévia visualização das cargas, obtidas tendo o conhecimento do peso estipulado, em 20 praticantes de musculação, com média de idade de 32.3 ± 6.5 anos, sendo 10 do sexo masculino e 10 do sexo feminino, em uma academia de Curitiba. Para avaliar a PSE dos indivíduos durante a realização dos exercícios rosca bíceps (RB) e extensão de pernas (EP) foi utilizada a escala OMNI-RES. As cargas utilizadas foram de 8 RM (resistência máxima), tanto na primeira etapa onde os indivíduos não tiveram o conhecimento acerca da carga, pois não visualizaram a mesma, quanto na segunda etapa, onde os participantes puderam ter o acesso visual da quantidade de peso a ser vencida. Os dados foram analisados tendo como referência os critérios de normalidade de ShapiroWilk e para a comparação entre as duas fases do teste, foi utilizado o teste (t) de student dependente, sendo considerado
significância de 5%. Conclui-se que homens e mulheres obtiveram uma taxação da resposta maior, somente quando da comparação entre a PSE, sem privação, para o exercício EP, sendo essa responsável por provocar um maior impacto psicológico no indivíduo durante a prática, quando da comparação entre as duas fases do teste.