PROVÁVEL RESERVA NEUROFISIOLÓGICA NA EXECUÇÃO DE EXERCÍCIOS AERÓBIOS MÁXIMOS - DOI: http://dx.doi.org/10.18511/0103-1716/rbcm.v22n1p168-174

Autores

  • Fernando Lopes e Silva-Junior UNIVERSIDADE CATOLICA DE BRASILIA; ; GRUPO DE ESTUDOS EM PSICOFISIOLOGIA DO EXERCÍCIO (GEPsE)
  • Fabiano Aparecido Pinheiro UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO; ; GRUPO DE ESTUDOS EM PSICOFISIOLOGIA DO EXERCÍCIO (GEPsE)
  • Renato André Sousa da Silva UNIVERSIDADE CATOLICA DE BRASILIA; ; GRUPO DE ESTUDOS EM PSICOFISIOLOGIA DO EXERCÍCIO (GEPsE)
  • Bruno Ryker UNIVERSIDADE CATOLICA DE BRASILIA; ; GRUPO DE ESTUDOS EM PSICOFISIOLOGIA DO EXERCÍCIO (GEPsE)
  • Bruno Ferreira Viana UNIVERSIDADE GAMA FILHO; ; GRUPO DE ESTUDOS EM PSICOFISIOLOGIA DO EXERCÍCIO (GEPsE)
  • Andressa Magda Gemelli UNIVERSIDADE CATOLICA DE BRASILIA; ; GRUPO DE ESTUDOS EM PSICOFISIOLOGIA DO EXERCÍCIO (GEPsE)
  • Carlos Ugrinowitsch UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
  • Flávio de Oliveira Pires ESCOLA DE ARTES, CIÊNCIAS E HUMANIDADES (EACH), UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO; GRUPO DE ESTUDOS EM PSICOFISIOLOGIA DO EXERCÍCIO (GEPsE)

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v22i1.4028

Palavras-chave:

Design de Relações, Mídias digitais, Sociabilidades digitais

Resumo

O modelo tradicional de fisiologia do exercício assume que existe um limite periférico (muscular) em todo exercício aeróbio máximo, devido à hipóxia severa causada pela oferta inadequada de oxigênio ao músculo esquelético. Este evento seria coincidente com o recrutamento de todas as unidades motoras disponíveis no músculo ativo, no mesmo instante. Entretanto, evidências recentes não se ajustam a estas predições. Pelo contrário, um modelo de regulação central do esforço defende a existência de reserva neurofisiológica em todo exercício aeróbio máximo. Nessa nova interpretação, o sistema nervoso central modularia o recrutamento muscular para impedir a ativação de todas as unidades motoras ao mesmo tempo, e evitar o excesso de dano à matriz celular. Tal modulação realizada pelo sistema nervoso central seria um mecanismo natural de defesa do organismo contra a falha catastrófica e o rigor mortis. Alguns resultados obtidos pelo Grupo de Estudo em Psico-fisiologia do Exercício poderiam ser interpretados de acordo com a presença de uma reserva neurofisiológica, pois a potência mecânica máxima num teste incremental máximo foi aumentada após ingestão de cafeína e placebo percebido como cafeína, porém, sem alteração no consumo máximo de oxigênio, sugerindo não haver limitação periférica. Entretanto, estudos devem ser desenhados para responder essa questão de forma mais consistente, incluindo medidas metabólicas e de excitabilidade do músculo esquelético, mas também do SNC, durante exercício.

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Biografia do Autor

Fernando Lopes e Silva-Junior, UNIVERSIDADE CATOLICA DE BRASILIA; ; GRUPO DE ESTUDOS EM PSICOFISIOLOGIA DO EXERCÍCIO (GEPsE)

Graduado em Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade Estadual do Piauí - UESPI (2008), Pós-Graduado (Latu Sensu) em Fisioterapia Traumato-Ortopédica Clínica e Desportiva pela FACINTER/UNINTER/FATEC Internacional (2010). Mestre em Educação Física (2011) e estudante de Doutorado pela Universidade Católica de Brasília (UCB/DF). Tem experiências nas áreas: Fisiologia do Exercício, Imunologia do Exercício, Treinamento Concorrente e Avaliação do Desempenho Esportivo.

Fabiano Aparecido Pinheiro, UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO; ; GRUPO DE ESTUDOS EM PSICOFISIOLOGIA DO EXERCÍCIO (GEPsE)

Mestrando na área de Ciências do Esporte pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP). Membro do Laboratório de Adaptações Neuromusculares ao Treinamento de Força e do Grupo de Estudos em Desempenho Aeróbio da Escola de Educação Física e Esporte da USP. Tem desenvolvido projetos na área de Adaptação Neuromuscular, Desempenho Esportivo e "Regulação Central do Esforço".

Renato André Sousa da Silva, UNIVERSIDADE CATOLICA DE BRASILIA; ; GRUPO DE ESTUDOS EM PSICOFISIOLOGIA DO EXERCÍCIO (GEPsE)

É graduado, mestre e doutorando em Educação Física pela Universidade Católica de Brasília (UCB). Atua como fisiologista do exercício no Centro de Excelência em Medicina do Exercício (CEMEx), onde coordena os exames na área de desempenho humano. Ministra as disciplinas de Fisiologia do Exercício, Treinamento Desportivo e Ética Profissional no Centro Universitário Euro Americano (UNIEURO). Possui experiência em laboratório de avaliação funcional e atua a 12 anos como treinador desportivo. Membro do Grupo de Estudos em Psico-Fisiologia do Exercício (GEPsE) sob coordenação do Prof. Dr. Flávio de Oliveira Pires, onde desenvolve pesquisas acerca da regulação central do esforço e o desempenho esportivo.

Bruno Ryker, UNIVERSIDADE CATOLICA DE BRASILIA; ; GRUPO DE ESTUDOS EM PSICOFISIOLOGIA DO EXERCÍCIO (GEPsE)

Graduado em EDUCAÇÃO FÍSICA pela UCB, Especialista em Treinamento Desportivo e Mestre em Educação Física (UCB/DF) com ênfase em esportes de Endurance e ultra-endurance.

Bruno Ferreira Viana, UNIVERSIDADE GAMA FILHO; ; GRUPO DE ESTUDOS EM PSICOFISIOLOGIA DO EXERCÍCIO (GEPsE)

Mestre em ciências do exercício e do esporte pela Universidade Gama Filho (PPGCEE - UGF). Desenvolve pesquisas na área de regulação central do exercício com medidas metabólicas diretas, assim como medidas cognitivas para investigação de respostas emocionais ao exercício de endurance.

Andressa Magda Gemelli, UNIVERSIDADE CATOLICA DE BRASILIA; ; GRUPO DE ESTUDOS EM PSICOFISIOLOGIA DO EXERCÍCIO (GEPsE)

Graduação em Educação Física pelo Fundação UNIRG (2011) e especialização em Educação Física com Ênfase em Treinamento Desportivo pela Faculdade de Ciências Sociais aplicadas de Marabá (2012) . Tem experiência na área de Educação Física.

Carlos Ugrinowitsch, UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

Possui graduação em Educação Física pela Faculdade de Educação Física de Santo André (1987), mestrado em Educação Física pela Universidade de São Paulo (1997), doutorado em Exercise Science - Brigham Young University, USA (2003) e pós-doutorado pela Florida State University, USA (2009). Atualmente é professor livre docente-2 da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em treinamento de força, adaptações neuromusculares, rendimento esportivo e envelhecimento.

Flávio de Oliveira Pires, ESCOLA DE ARTES, CIÊNCIAS E HUMANIDADES (EACH), UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO; GRUPO DE ESTUDOS EM PSICOFISIOLOGIA DO EXERCÍCIO (GEPsE)

Realizou Doutorado Direto pela Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFE-USP) e período de Doutorado Sanduíche pela Research Unit for Exercise Science and Sports Medicine da University of Cape Town (UCT - supervisão do Professor Tim Noakes), com recurso financeiro (Auxílio Pesquisa FAPESP- 60641/06) e bolsas de Doutorado (Doutorado Sanduíche CAPES-BEX: 1900/08-0 e Doutorado CAPES). Realizou Pós-Doutorado (USP) com estágio na Research Unit for Exercise Science and Sports Medicine (UCT) e captação de recurso financeiro (CNPq-Universal: 480702/2010-1). Esteve em visita técnica à Universidade de Northumbria (Newcastle, UK) e University of Exess (Colchester, UK). Atualmente, lidera o GEPEsE (Grupo de Estudos em Psico-fisiologia do Exercício; CNPq) e vem desenvolvendo projetos na linha de "Regulação Central do Esforço", com a utilização de medidas centrais (NIRS, EEG, Reflexo H) e periféricas, em desenhos experimentais com exercícios tipo tarefa-aberta e tarefa-fechada.

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Publicado

2013-09-10

Edição

Seção

Ponto de Vista