Verificação empírica da lei de Zipf a partir do método de regressão quantílica para cidades brasileiras

Autores

  • Vivian dos Santos Queiroz Orellana FURG
  • jorge Alberto Orellana Aragón FURG

Resumo

Este estudo examina a validade empírica da Lei de Zipf na distribuição do tamanho das cidades brasileiras entre 1950 e 2001, utilizando dados censitários e técnicas de regressão quantílica, incluindo regressão quantílica simultânea. A Lei de
Zipf estabelece uma relação de proporcionalidade inversa entre o tamanho urbano e sua posição no ranking, implicando uma distribuição de potência com expoente unitário. Os resultados indicam que, em grande parte do período — especialmente
entre 1950 e 1980 — os coeficientes estimados de Pareto permanecem abaixo do valor teórico, indicando ausência de conformidade plena com a lei, além de forte primazia urbana e acentuadas assimetrias regionais. No entanto, os censos de 1991
e 2001 revelam maior convergência nos quantis centrais, com coeficientes próximos ao expoente unitário, sugerindo uma tendência recente à regularidade zipfiana. Esses achados indicam um maior equilíbrio relativo no sistema urbano brasileiro diante das transformações estruturais ocorridas na década de 1990.

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Publicado

2026-05-26

Edição

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Artigos