O PATRIMONIALISMO RENITENTE DIANTE DE MAX WEBER E RAYMUNDO FAORO: QUE LIBERALISMO É POSSÍVEL?
DOI:
https://doi.org/10.31501/rvmd.v12i1%20Jan/Jun.7223Abstract
Este artigo problematiza a tese de que o bom funcionamento das instituições jurídicas e políticas é determinante para o crescimento econômico e o desenvolvimento social. Para tanto, o artigo recupera o pensamento de Weber e Faoro para considerar que as práticas patrimonialistas são decorrentes do mau funcionamento do aparato burocrático racional-legal e, ao mesmo tempo, são um efeito da degradação dessas instituições. Conclui-se que o ethos capitalista, ao enfrentar as complexidades da ação política numa democracia de massas, reúne condições para incrementar os recursos, as estruturas e as organizações que possibilitem um combate eficaz ao patrimonialismo renitente na formação social do Brasil. Disso decorre que o Liberalismo que pode advir do aprimoramento das instituições jurídico-políticas não é incompatível com a obtenção de bons índices de justiça social e de desenvolvimento econômico.
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