INDÚSTRIA CRIATIVA DO ARTESANATO E AS RELAÇÕES ENTRE ECONOMIA CRIATIVA E ECONOMIA SOLIDÁRIA: DISCUSSÕES INICIAIS
Resumo
A Economia Criativa tem apresentado maior relevância a partir das potencialidades para profissionais como os da Indústria Criativa do Artesanato. Neste contexto, é intenção deste estudo verificar o trabalho criativo em um ambiente onde as interações e colaborações se apresentam de forma alternativa ao sistema de capital tradicional, ou seja, em ambiente de Economia Solidária, tendo como objeto de estudo o Projeto Esperança\Cooesperança de Santa Maria - RS. Os questionamentos sobre como esse tipo de economia pode se relacionar com outros modelos com finalidade sociais são as conexões que dão sentido a esse trabalho de dissertação. O estudo de caráter qualitativo utiliza estratégias metodológicas como observação participante, realizada no espaço da Economia Solidária, Centro de Referência Dom Ivo Lorscheiter, durante o feirão de sábado, e entrevistas em profundidade com artesãos do Projeto Esperança/Cooesperança e público consumidor da feira, bem como pesquisa bibliográfica e documental para a compreensão dos conceitos acerca do tema. A discussão teórica ocorre a partir das perspectivas do Relatório de Economia Criativa UNCTAD (2012), de como autores como Paulo Keller (2014), Ricardo Gomes Lima (2009) sobre as questões referentes ao artesanato e John Howkins (2013) e Richard Florida (2011) sobre o arranjo da economia criativa. Sobre a economia solidária, a revisão é feita a partir da perspectiva de Singer (2002). Pudemos compreender que embora se apresente como alternativa ao modelo tradicional, a Economia Criativa está alinhada com a Economia Solidária quando segue os princípios básicos propostos pelo movimento: igualdade, autogestão e solidariedade.
