DUAS SEMANAS DE PRÉ-TEMPORADA MELHORAM A VELOCIDADE E FORÇA MÁXIMA DE MEMBROS INFERIORES EM JOGADORES PROFISSIONAIS DE FUTEBOL?

Moisés Diego Germano, Alex Harley Crisp, Márcio Antônio Gonsalves Sindorf, Claudio Roberto Creatto, Rozangela Verlengia, Charles Ricardo Lopes

Resumo


A preparação física durante a pré-temporada é extremamente importante para incremento e manutenção da performance. No entanto, o tempo de preparação de jogadores profissionais de futebol tem sido cada vez menor em função de um extenso calendário de jogos. Verificar o efeito em curto prazo (duas semanas) de um programa de treinamento físico em conjunto com o treinamento técnico/tático no desenvolvimento da força máxima absoluta e relativa, e na velocidade de jogadores profissionais de futebol. 15 atletas profissionais (26 ± 2,6 anos; 79,7 ± 9,3 kg; 183,8 ± 5,7 cm; 12,4 ± 2,5 %G) que disputavam a série A1 do campeonato paulista participaram do presente estudo. Foram realizadas duas semanas de treinamento durante a pré-temporada. A organização das sessões envolveu treinamentos de força máxima, potência, resistência de força e resistência anaeróbia. Foram mensuradas a performance de sprint 15m, a força máxima absoluta e relativa (agachamento) pré e pós-programa de treinamento físico. Foi observado melhora significante na velocidade de sprint 15m (Pré 2,48 ± 0,10 s x Pós 2,40 ± 0,08 s; P<0,05; TE = moderado 0,80), bem como a força muscular de membros inferiores tanto em valores absolutos (kg) (Pré 121,6 ± 23,8 x Pós 138,5 ± 26,0; P<0,05; TE = moderado 0,71; ?% = 12,2), quanto relativos (kg/kg-1) (Pré 1,50 ± 0,25 x Pós 1,73 ± 0,34; P<0,05; TE = moderado 0,92; ?% = 13,3). Um programa de treinamento físico com envolvimento de diferentes manifestações de forças, durante apenas duas semanas (pré-temporada) foi suficiente para incrementar significantemente a força máxima (absoluta e relativa) e a velocidade de sprint 15m em jogadores profissionais de futebol.

Palavras-chave


Periodização; Preparação Física; Pré-temporada

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DOI: http://dx.doi.org/10.18511/rbcm.v26i2.7924

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement